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A volta da marmita: brasileiros apostam na alimentação caseira, aponta pesquisa

Quando as refeições são preparadas e levadas de casa, é possível controlar muito melhor a ingestão de sal, de temperos industrializados.

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No geral, considerando todos os 1360 participantes, mais de 85% aponta esse tipo de refeição como a mais frequente e também como a melhor pedida.

Embora sua maior vantagem seja a economia, a famosa quentinha não voltou para o cardápio somente em virtude do orçamento apertado. Com a crescente onda fitness e maior preocupação com a qualidade da alimentação, levar comida caseira para o trabalho, faculdade ou academia tem sido uma alternativa para melhorar a saúde. É o que aponta uma pesquisa exclusiva, realizada pela Banca do Ramon, um dos empórios mais tradicionais do Mercado Municipal de São Paulo. De acordo com o levantamento, mesmo entre aqueles que possuem maior poder aquisitivo, a alimentação caseira é apontada como a escolha mais benéfica. E segundo especialistas, quando bem elaborada a estratégia pode, de fato, dar uma forcinha na dieta.

De acordo com a pesquisa “Do essencial ao Gourmet – O que os brasileiros pensam sobre alimentação saudável e produtos premium.”, mesmo entre aqueles que ganham acima de 5 salários mínimos, o hábito de levar marmita não só é predominante como também é apontado como a escolha mais saudável por quase 40% dos entrevistados com renda familiar elevada. No geral, considerando todos os 1360 participantes, mais de 85% aponta esse tipo de refeição como a mais frequente e também como a melhor pedida.

Segundo o levantamento, os brasileiros não só priorizam o sabor na hora de escolher alimentos (60%) como consideram a alimentação caseira, do dia a dia, como a verdadeiramente saudável. Para os entrevistados, o maior diferencial é a variedade. E, mesmo que muitos acreditem que não dá para ganhar da diversidade dos self services, a nutricionista Juliana Tomandl explica porque essa aposta pode, de fato, ser mais vantajosa: “Quando bem elaborada, a refeição caseira ou a marmita pode ter um valor nutricional muito mais elevado do que os alimentos oferecidos nos buffets de restaurantes. Quando as refeições são preparadas e levadas de casa, é possível controlar muito melhor a ingestão de sal, de temperos industrializados, de carboidratos e de gorduras, por exemplo. Além disso, a pessoa evita as tentações típicas dos self services como frituras, salgadinhos, molhos, itens que deixam o prato mais calórico”.

Outro aspecto relevante, de acordo com a consultora da Banca do Ramon, é que dessa forma o indivíduo pode se reaproximar da “comida de verdade”, ou seja, diminuir o consumo de fast foods e alimentos altamente processados. “Com a marmita sempre à mão é possível ter uma alimentação nutritiva mesmo nos dias mais corridos. Assim, evita-se consumir refeições “industrializadas” que, embora muito práticas, são repletas de ingredientes nocivos à saúde, capazes de propiciar o ganho de peso, aumentar a inflamação do organismo e até mesmo elevar o risco de diabetes”, explica ela.

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