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Testemunha diz que Boechat chegou a pedir ajuda; vídeo

Ela contou que passava de moto pelo local com o marido quando notou o helicóptero voando baixo.

hhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh - Testemunha diz que Boechat chegou a pedir ajuda; vídeo - o tempo jornalismoUma mulher que afirma que testemunhou o acidente que matou o jornalista Ricardo Boechat nesta segunda-feira (11) contou que o âncora sobreviveu em um primeiro momento e chegou a pedir socorro com sinais de mão ao perceber a aproximação dela. Pouco depois, contudo, houve uma nova explosão no local da queda do helicóptero. Além de Boechat, morreu o piloto Ronaldo Quattrotucci.

A testemunha, identificada como Leiliane Rafael da Silva, foi até a 46ª Delegacia para prestar depoimento. Enquanto aguardava, foi entrevistada pela Band, que faz cobertura especial do caso durante o Brasil Urgente, com José Luiz Datena. Ela contou que passava de moto pelo local com o marido quando notou o helicóptero voando baixo.

“Eu vinha passando na Anhaguera, sentido Cajamar, antes da ponte do Morro Doce, eu vi um helicóptero amarelinho, vindo de frente comigo. Falei pro meu esposo: ‘Nossa, esse helicóptero vem muito baixo, parece que ele vai cair’. Nesse momento que eu falei, eu vi uma pessoa pulando na pista. Falei ‘vai cair sim, vai pegar fogo’. Aí vinha uma carreta saindo da autobahn. Quando veio a carreta, ele bateu de frente, passou toda lateral do helicóptero, tanto que a porta entrou dentro do vidro do motorista, e bateu no murinho. Quando bateu no murinho, caiu em cima da pessoa que pulou do helicóptero. Ai eu sai correndo”, contou.

Segundo Liliane, ela foi a primeira a chegar no local do acidente, porque o marido acelerou a moto ao perceber a iminência da queda.

Foi quando, conta, ela percebeu um sobrevivente. “Tinha um pedaço do helicóptero na beirinha que desce, pra onde tava minha moto, e outro na pista. O que tava na pista estava com braço pra cima. Cheguei perto e ele chamava com a mão”. A jornalista questiona se era Ricardo Boechat e Liliane confirma, embora não dê detalhes de como conseguiu reconhecer o âncora, que já deveria estar bastante ferido. “Exatamente. Sabe quando a pessoa não consegue falar e tá pedindo socorro, chamando alguém? Ele viu que tinha alguém lá, ele tava dando com a mão. Aí eu saí correndo para pegar na mão dele”, diz.

Segundo ela, havia alguns debris em cima da vítima, mas o helicóptero estava do outro lado, na grama. “Ele dando (sinais) com a mão, eu sai correndo, ai veio o moço acho que da autobahn e falou ‘Não pega na mão dele não, porque se você pegar e ele fizer força, ele vai te jogar no fogo e você vai queimar junto com ele’. Eu falei, ‘Moço, ele tá vivo, tá pedindo socorro, tá mexendo a mão, vamos tirar ele de lá'”, conta. O funcionário da concessionária teria dito que não havia nada a se fazer e sinalizou para que ela saísse de perto.  “Ai eu passei pro lado e explodiu de novo. E ele ficou lá queimado”.

final da entrevista, no estúdio, Datena afirmou que o depoimento era “chocante”.

O jornalista apresentou pela manhã seu último programa na BandNews. No editorial que abriu o programa, ele falou das mortes recentes em tragédias no Brasil. Veja abaixo:

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