
A cloroquina, como é chamada, ficou famosa ao ser adicionada ao sal de cozinha da população.
Um grupo de cientistas da Universidade da Califórnia, liderado pelo biólogo brasileiro Alysson Muotri, descobriu uma droga que pode tanto impedir a infecção pelo vírus da Zika quanto evitar que ele seja transmitido para o feto em gestantes que já estão doentes, causando microcefalia. Os testes com células e camundongos deram certo, e a solução tem potencial para funcionar também no ser humano.
A cloroquina, como é chamada, ficou famosa ao ser adicionada ao sal de cozinha da população da Amazônia na década de 1950 para combater um surto de malária. Seu truque é alterar o Ph (isto é, o grau de acidez) das células de forma que elas se tornem inóspitas para certos vírus. Não é comum usar medicamentos que originalmente tinham outras aplicações para combater doenças novas, mas o truque nesse caso, deu certo.
Os pesquisadores fizeram testes in vitro com sucesso – usando colônias de neurônios cultivadas especialmente para esse tipo de experimento. Depois passaram para os camundongos, que também reagiram bem ao medicamento. Fêmeas grávidas tratadas com cloroquina se tornaram imunes à doença, e tiverem filhotes saudáveis mesmo após serem expostas ao vírus. Os resultados estão em um artigo científico, publicado na Scientific Reports em novembro do ano passado.





































