
A matéria conta que Marielle cursou Ciências Sociais, a partir de 2002, com bolsa integral, como aluna do Pré-Vestibular Comunitário da Maré.
Marielle Franco nasceu na favela da Maré, na zona norte do Rio de Janeiro. Se formou socióloga, militou pelos direitos humanos e se elegeu vereadora no Rio de Janeiro em 2016, pelo PSOL. Na noite desta quinta-feira (14), foi assassinada a tiros dentro de seu próprio carro quando voltava de um evento sobre mulheres.
Quando Marielle foi eleita, com a quinta maior votação da cidade (pouco mais de 46,5 mil votos), o jornal da Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio), onde ela se formou, publicou um perfil da ativista.
A matéria conta que Marielle cursou Ciências Sociais, a partir de 2002, com bolsa integral, como aluna do Pré-Vestibular Comunitário da Maré. Nessa época, já era mãe: sua filha, Luyara, nasceu quando Marielle tinha 19 anos. Até por isso, não se envolveu com o movimento estudantil enquanto estava fazendo o curso. Por vezes, trabalhava em dois turnos e depois ainda frequentava as aulas.
Em 2006, ela passou a fazer parte da campanha de Marcelo Freixo, então candidato a deputado estadual, na Comunidade da Maré. Após a eleição, passou a atuar na equipe de Freixo na área de Direitos Humanos.
Em 2014, defendeu uma dissertação de mestrado na Universidade Federal Fluminense, analisando a política de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, estudando especificamente a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).
Em 2016, foi candidata a vereadora pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), e obteve 46,5 mil votos. Após ser eleita, explicou ao jornal da PUC algumas de suas principais causas: melhoria das condições das creches e escolas, garantindo a diversidade de perspectivas; do transporte público, marcado por envolvimentos com o setor privado; e da cultura.
Como vereadora, ela foi designada relatora na comissão da Câmara que vai fiscalizar a intervenção federal no Rio de Janeiro.
Denúncias
Há oito dias, Marielle, que acompanhava na condição de vereadora a intervenção federal, como forma de coibir abusos das Forças Armadas e da polícia a moradores de comunidades, recebeu denúncias envolvendo PMs que patrulham a Favela de Acari, na zona norte do Rio.
Moradores contaram, na primeira reunião do Observatório da Intervenção, no Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (Cesec), da Universidade Candido Mendes, que dois homens foram assassinados por policiais e tiveram os corpos jogados num valão. Segundo estes moradores, a PM vem se sentindo “com licença para matar” por conta da intervenção.





































