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Quase 2 mil baianos esperam por transplantes de um órgão

A fila do transplante no estado é a quarta maior do Brasil, segundo pesquisa da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO).

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Na Bahia, quem mais espera é quem precisa de um rim – em média, 22,9 meses.

Na lenda católica, um dos maiores milagres da medicina foi um transplante de perna realizado por Cosme e Damião. Passados quase dois milênios, a associação entre transplante e milagre ainda está presente no imaginário popular, sobretudo na Bahia, onde, até junho, 1.915 pessoas aguardavam por um órgão – no país são 32.956. A fila do transplante no estado é a quarta maior do Brasil, segundo pesquisa da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO).

O estado não tem informações sobre transplante de medula óssea e coração. O tempo médio de espera varia a depender do órgão a ser transplantado. Na Bahia, quem mais espera é quem precisa de um rim – em média, 22,9 meses. No caso da córnea, a espera média é de um ano e dois meses. Com o fígado, são seis meses e dois dias.

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