A vítima foi identificada como, Judson Sabadini da Silva, de 26 anos, morador de São Paulo, mas que tem família em Barra de Caravelas. Segundo ele, policiais militares teriam lhe espancado depois que ele filmou uma abordagem feita por policiais à paisana no final da madrugada deste sábado, 6 de fevereiro. Judson conta que momentos antes de ser detido pelos PM’s encontrou um amigo que reside Teixeira de Freitas e estava de carro e parou para conversar com ele. Neste momento dois policiais à paisana que segundo ele foram identificados pelos prenomes de Renato e Damião, que estavam em um veículo, parou no fundo e começou a acelerar pedindo passagem.

O amigo de Judson teria olhado para os militares e comentou que os dois deveriam estar com sono. Os PM’s ainda segundo a vítima, teriam descido do carro e abordado o rapaz. Judson que teria considerado a ação dos policiais desnecessária começou filmar abordagem com o celular. Como nada de ilícito foi encontrado com o jovem ele foi liberado. Judson conta ainda que seguiu seu destino a pé que era levar uma amiga na rodoviária, quando retornou foi interceptado por viaturas em frente a Câmara Municipal. Os policiais da abordagem anterior, Renato e Damiao teriam dito aos militares fardados, “este é o cara que gosta de filmar policiais trabalhando”.
Neste momento Judson foi atingido por uma rasteira e arrastado para o Pelotão da PM, onde ele alega ter sido submetido a uma sessão de espancamento narrada por ele em áudios enviados para a imprensa. A vítima relata também que os policiais o chamaram de safado, traficante, marginal e vagabundo, “tá pensando que aqui é Alcobaça ou Teixeira de Freitas”, comentou um dos policiais que achou que a vítima residia em Alcobaça. ”Esse é o cara que gosta de filmar ação policial, repetiam enquanto me batiam”, afirma Judson que só foi liberado depois de ter revelado que era filho de um taxista local.
Os militares ainda teriam perguntado se ele queria ir para delegacia dar queixa ou para casa, Judson então disse que preferia ir para sua residência, mas foi direto para o hospital onde fez um Raio X no tórax. Segundo a vítima, o médico que não teve o nome divulgado se recusou a assinar o laudo.O caso foi registrado na Delegacia de Territorial de Caravelas. Na ocorrência, 133/2016 a vítima ainda alega que o comandante suboficial teria presenciado as agressões, mas não interviu.

No registro policial, Judson também diz que os policiais pegaram a quantia de R$ 100 e um óculos de grau e não devolveram. O delegado Sanney Taquetti Simões, expediu uma guia de exame de lesões corporais e procedimento deve ser realizado na 8ª Coordenadoria Regional de Polícia Técnica sediada em Teixeira de Freitas. (Sul Bahia News)





































