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PCC é responsável por três roubos a carros-fortes em SP; assaltos somaram R$ 138 mi

Os assaltos somaram ao menos R$ 138 milhões em prejuízo.

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Segundo Berbeiro, o dinheiro roubado é investido na compra de drogas e armas na Bolívia e no Paraguai

O Primeiro Comando da Capital (PCC) foi o responsável pelos três grandes roubos a empresas de transportes de valores registrados nos últimos quatro meses em São Paulo. Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, a autoria foi confirmada pela apuração do Departamento de Investigações Criminais (Deic), da Polícia Civil de São Paulo. Os assaltos somaram ao menos R$ 138 milhões em prejuízo. Para a polícia, os crimes foram organizados pelo mesmo grupo, que reuniria três quadrilhas em uma espécie de “consórcio”.
Os indícios coletados ligam as três ações, ocorridas em março, na sede da Protege, em Campinas (SP); em abril, na Prosegur, em Santos (SP); e a última, ocorrida na semana passada, também na Prosegur, em Ribeirão Preto (SP). Em uma agenda apreendida com os assaltantes responsáveis pelo roubo na Protege, consta a informação de que o chefe do bando recebeu R$ 2 milhões e que uma pequena parte foi dividida entre os demais integrantes do grupo que participaram da ação. Cada um recebeu até R$ 100 mil. O Deic estima que dos R$ 48 milhões levados neste assalto, cerca de R$ 30 milhões foram direto para o PCC.
“Existe o bandido chamado ‘dono do trampo’, que tem a informação privilegiada de como conseguir roubar a empresa de transporte. Ele, junto com outros criminosos da chamada cúpula, contratam outras quadrilhas para executar cada etapa da ação. Uma cuida do aluguel das armas, outra dos carros blindados, outra do local para guardar os veículos, outra contrata quem sabe detonar explosivos, e assim por diante”, explica o delegado Fabiano Barreiro.
A polícia acredita que o modelo, inclusive de distribuição das quantias roubadas, tenha sido reproduzido nos outros assaltos. Segundo Berbeiro, o dinheiro roubado é investido na compra de drogas e armas na Bolívia e no Paraguai. As armas são mantidas em paióis e alugadas para quadrilhas. Visando enfrentar as organizações criminosas do PCC, o Deic conseguiu do Comando Militar do Sudeste (CMSE) para ficar com as armas apreendidas com os criminosos.

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