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“O nome disso é censura”, diz Lula em carta à Band

Sou candidato porque não cometi nenhum crime e tenho compromisso com este povo.

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A decisão de me excluir do debate entre os presidenciáveis, promovido pela Band, viola o direito do povo brasileiro e também dos outros candidatos de discutir as propostas da minha candidatura.

Em carta divulgada no início da noite desta quinta-feira (9), o ex-presidente Lula chamou de “censura” a atitude da Rede Bandeirantes, que não permitiu com que seu representante e candidato a vice-presidente do PT, Fernando Haddad, participasse do debate entre os presidenciáveis. “A decisão de me excluir do debate entre os presidenciáveis, promovido pela Band, viola o direito do povo brasileiro e também dos outros candidatos de discutir as propostas da minha candidatura e até de me criticarem olhando na minha frente, e eu tendo o direito de responder”, escreveu o ex-presidente.

Lula ainda disse que a decisão da Band ‘viola a liberdade de imprensa’, pois ‘impede que um veículo de comunicação cumpra seu dever de informar’. Para o petista, tal é censura. “O Brasil precisa debater seu futuro de forma democrática. Ter eleições onde o povo, que já viveu dias melhores em um passado recente, possa escolher que caminho quer para o país, com a participação de todas as forças políticas da nação”, finalizou Lula. Veja a íntegra da carta: “A decisão de me excluir do debate entre os presidenciáveis, promovido pela Band, viola o direito do povo brasileiro e também dos outros candidatos de discutir as propostas da minha candidatura e até de me criticarem olhando na minha frente, e eu tendo o direito de responder.

A candidatura que lidera as pesquisas é impedida de debater com as demais, suas propostas e ideias defendidas por milhões de brasileiros. Viola também a liberdade de imprensa, impedindo que um veículo de comunicação cumpra seu dever de informar, e proibindo o público de exercer seu direito de ser informado. O nome disso é censura. Sou candidato porque não cometi nenhum crime e tenho compromisso com este povo que, em 2010, ao final de meu mandato, concedeu-me o maior índice de aprovação de um presidente na história deste país, com 87% de avaliação positiva. O Brasil precisa debater seu futuro de forma democrática. Ter eleições onde o povo, que já viveu dias melhores em um passado recente, possa escolher que caminho quer para o país, com a participação de todas as forças políticas da nação.”

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