
A espécie mais comum na região Nordeste é a Tityus stigmurus, popularmente conhecido como escorpião listrado.
Tribuna do ceará-O calor e as chuvas esporádicas típicas de Fortaleza representam o ambiente ideal para a reprodução de escorpiões. O aumento da população desses animais peçonhentos leva ao aumento do aparecimento deles em ambientes domiciliares, causando acidentes.
São os escorpiões os recordistas de atendimento no Centro de Assistência Toxicológica do Ceará (CEATOX) e, até agosto deste ano, já foram atendidas1.565 pessoas, mais da metade dos atendimentos feitos em todo o ano passado pelo centro. “Os escorpiões lideram a lista, seguidos das cobras e das aranhas. Os demais atendimentos estão relacionados a plantas venenosas e lagartas urticantes”, explica a coordenadora do centro, Polianna Lemos.
A espécie mais comum na região Nordeste é a Tityus stigmurus, popularmente conhecido como escorpião listrado.O animal possui cauda, pernas e dorso de cor amarela, com uma linha mais escura no centro do corpo. Responsável por picadas muito doloridas, mas que não chegam a ser fatais, os bichos tem aumentado de número na região metropolitana, fato associado à adaptação aos novos habitats – os esgotos domiciliares. É lá que o escorpião encontra abrigo e baratas, seu principal alimento.
Polianna Lemos esclarece que pessoas que tenha sido picadas por escorpiões geralmente necessitam de atendimento apenas sintomático, para dor, por exemplo. E que esse atendimento pode ser feito em qualquer unidade de saúde. Mas, atenção! Caso a picada tenha sido em uma criança de menos de dois anos, é necessário procurar atendimento em uma unidade de referência ou entrar em contato com os centro de informação toxicológica. “Isso porque crianças menores de dois anos podem ter complicações acarretadas pelo veneno e, em alguns casos, é necessário a aplicação do soro antiescorpiônico”, destaca.
A orientações em caso de picada de escorpião é de lavar o local com água e sabão, fazer compressa de gelo no local e ligar imediatamente para o CEATOX/IJF.
Seguindo os escorpiões no número de atendimento no Ceatox, as cobras merecem atenção especial da vítima, já que é necessário confirmar que o animal é peçonhento ou não. “É por isso pedimos para que as vítimas tragam os animais agressores para o hospital consigo. No caso das cobras, a grande maioria dos animais não são peçonhentos e, nesses casos, o tratamento também é sintomático”. Polianna lembra que não se deve fazer garrotes, cortes ou torniquetes em torno da picada, já que os mesmos podem produzir necrose ou gangrena, além de não impedir que o veneno seja observado.

O CEATOX (Centro de Assistência Toxicológica) atende cerca de 2500 casos por ano. (FOTO: Juliana Teófilo/Tribuna do Ceará)
E ocupando a terceira posição no ranking de animais peçonhentos que mais causam acidentes em Fortaleza e região metropolitana, estão as aranhas. “As caranguejeiras geralmente causam reações alérgicas, não oferecendo grandes riscos aos pacientes. Mas as aranhas marrons exigem atenção redobrada, já que causam feridas sérias na pele e exigem tratamento por meio do soro neutralizante e, por vezes, limpeza cirúrgica da região”.
Segundo dados do Ceatox, até agosto deste ano, 45 pessoas foram atendidas vítimas de picadas de jararaca e cascavel, espécies comuns no Ceará. Além disso, 10 pessoas sofreram picadas de aranhas e procuraram atendimento no centro.





































