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Nasceu duas vezes: bebê é retirada do útero, operada e colocada de volta por mais 3 meses

A mãe já havia passado por um momento triste na gravidez. Ela estava grávida de gêmeos, mas perdeu um dos bebês ainda no início da gestação.

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A outra opção era a cirurgia fetal, que tinha grandes chances de não dar certo. “LynLee não tinha muita chance

Lynlee Boemer nem completou um ano, mas já tem uma história de vida bastante especial. Ela “nasceu” duas vezes para ter chance de sobreviver. A garota foi retirada da barriga da mãe para passar por uma cirurgia e depois foi colocada de volta por mais três vezes, para completar a gestação. Da primeira vez, Lynlee tinha apenas 530 gramas e ficou 20 minutos fora do útero da mãe para uma cirurgia essencial. O caso foi nos EUA.

Segundo a CNN, um ultrassom rotineiro na 16ª semana de gestação revelou que LynLee tinha um tumor na coluna. Diagnosticada um teratoma sacrococcígeo, ela tinha poucas chances de sobreviver. A opção dada pelos médicos era o procedimento de retirá-la para fazer a intervenção cirúrgica. Com apenas 23 semanas de gestação, LynLee “nasceu” pela primeira vez.

“Foi muito chocante e assustador, porque não sabia o que a longa palavra [teratoma sacrococcígeo] significava ou qual diagnóstico traria.”, disse a mãe, Margaret Boemer, em uma entrevista publicada pelo Hospital Infantil do Texas, nos Estados Unidos. A mãe já havia passado por um momento triste na gravidez. Ela estava grávida de gêmeos, mas perdeu um dos bebês ainda no início da gestação.

O teratoma sacrococcígeo é um tumor que se desenvolve no feto, crescendo a partir do cóccix do bebê. É mais comum em meninas e acontece em um a cada 35 mil nascimentos. “Mesmo sendo o mais comum, ainda é muito raro. Alguns desses tumores podem ser muito bem tolerados, de modo que pode ser retirado após o nascimento. Mas em cerca de metade dos casos eles causam problemas de circulação no bebê”, explica Darrell Cass, co-diretor do centro fetal do hospital.

Os médicos perceberam que o tumor estava crescendo muito e precisando cada vez mais de sangue, “competindo” com o necessário para o desenvolvimento do feto. A mãe chegou a receber recomendação de interromper a gravidez. A outra opção era a cirurgia fetal, que tinha grandes chances de não dar certo. “LynLee não tinha muita chance.

Em 23 semanas, o tumor estava desligando seu coração e fazendo-a entrar em insuficiência cardíaca, por isso foi uma escolha entre de permitir que o tumor tomasse conta de seu corpo ou dar-lhe uma chance de vida. Foi uma decisão fácil para nós: quisemos dar a sua vida. Tipo de um milagre”, se emociona a mãe. O restante da gravidez transcorreu normalmente, com a mãe em repouso absoluto. Em 6 de junho, LynLee veio ao mundo pela segunda vez, de cesariana.

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