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Mulher condenada a oito anos de prisão por aborto se defende: ‘Não matei ninguém’

"Não sou uma assassina, não sou o monstro que inventaram. Quem vai pagar pelos quase três anos que passei aqui dentro?", questionou a argentina.

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Uma mulher de 27 anos negou que tenha matado alguém ao ser condenada a oito anos de prisão por causa de um aborto na Argentina. Condenada por homicídio, a mulher disse que é inocente e que sua gravidez foi interrompida de forma espontânea. “Não mantei ninguém”, se defendeu, em entrevista ao jornal Página 12. Agora ela espera que a Corte Suprema de Tucumán reverta a condenação recebida em abril, depois de dois anos esperando o julgamento da prisão, de acordo com O Globo.
Ao diário, ela disse que seus dias de cárcere tem deixado-a nervosa, ansiosa e angustiada, o que deverá ser contado no livro que ela está escrevendo. “Não sou uma assassina, não sou o monstro que inventaram. Quem vai pagar pelos quase três anos que passei aqui dentro?”, questionou a argentina. A mulher foi internada no hospital público de San Miguel de Tucumán, a 1,2 mil quilômetros de Buenos Aires, com dores abdominais.
Sua advogada sustenta que ela sofreu um aborto espontâneo com 20 semanas de gravidez. Horas mais tarde, por outro lado, funcionários do hospital encontraram no banheiro um feto de 32 semanas. A moça foi culpada por isso e presa logo depois da alta no hospital. A defesa alega que nenhuma prova foi apresentada.

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