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MST invade Rede Globo-GO; equipe da Globo-PR é feita refém

A chegada dos manifestantes gerou um princípio de pânico entre os funcionários do Grupo Jaime Câmara. Não há relatos de confrontos, no entanto. O GJC é o segundo maior conglomerado de mídia regional do Brasil, com jornais e concessões de

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Cerca de 70 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) invadiram a sede do Grupo Jaime Câmara, que abriga, entre outros veículos, a TV Anhanguera, afiliada Rede Globo em Goiás. Gritando palavras de ordem, os sem-terra picharam muros e paredes internas da recepção do edifício, situado em Goiânia. Imagens que circulam pelo aplicativo WathsApp mostram frases como “Fora Globo”, “Não vai ter golpe” e “Rede Esgoto Fora”. A ação representa um ato de apoio ao ex-presidente Lula, alvo da Operação Lava Jato na semana passada, e que definiu a Globo em discurso pelos 36 anos do PT como o principal partido de oposição do país. O grupo ainda colou cartazes no interior da TV Anhanguera associando a Rede Globo à ditadura. Num deles, o falecido ex-presidente do Grupo Globo, Roberto Marinho, aparece de mãos dadas ao general João Figueiredo, último dos presidentes militares, com a frase “Filha da ditadura Globo não tolera muita democracia”.

A chegada dos manifestantes gerou um princípio de pânico entre os funcionários do Grupo Jaime Câmara. Não há relatos de confrontos, no entanto. O GJC é o segundo maior conglomerado de mídia regional do Brasil, com jornais e concessões de rádios e TVs em Goiás e no Tocantins. O ato atende a orientação da direção nacional do MST para que agrupamentos locais realizassem manifestações nas sedes regionais da Globo em apoio a Lula. Há relatos de ações em outros estados, mas a única invasão registrada até o momento foi a ocorrida em Goiânia. Após o protesto, o grupo deixou a emissora escoltado pela Polícia Militar, que apenas acompanhou toda a movimentação.

No Paraná, um dia após invasão à sede da afiliada da Rede Globo em Goiânia, o Movimento Sem Terra (MST) é mais uma vez notícia em atos contra a imprensa. Os alvos desta vez de integrantes do grupo são os jornalistas Davi Ferreira e Patricia Sonsin, respectivamente cinegrafista e repórter da TV Tarobá. A dupla foi feita refém na tarde desta quarta-feira, 9. A ação contra os profissionais da mídia durou aproximadamente 20 minutos, denuncia a emissora que retransmite o conteúdo da Band em parte do interior do Paraná. De acordo com o canal, em texto divulgado no site oficial do veículo, os dois jornalistas se dirigiam à propriedade rural ocupada pelo movimento durante a manhã no município de Quedas do Iguaçu (PR).

A presença, porém, não agradou parte dos integrantes do MST. Ainda conforme relatado pela emissora televisiva, repórter e cinegrafista foram abordados por cerca de 50 pessoas, que estariam “armados com escopetas, facões e pedras”. Ao noticiar o ocorrido, a equipe do canal ainda ressalta que os manifestantes ameaçaram quebrar equipamentos de gravação e os celulares de Patricia e Davi. “A equipe foi obrigada a seguir os integrantes do movimento até uma espécie de acampamento onde receberam novas ameaças de agressão física”. A história teve desfecho com os jornalistas sendo liberados pelos militantes após uma “reunião”.

Comunicada do ato contra a dupla de funcionários da TV Tarobá, a Polícia Militar paranaense informou não ter acesso à propriedade ocupada, impossibilitando alguma atitude por parte da corporação. Até o início da noite desta quarta-feira, a direção do Movimento Sem Terra não se pronunciou a respeito do episódio contra a liberdade de imprensa. “A TV Tarobá repudia veemente este tipo de ação de violência e enfatiza que isso é tirar a liberdade de imprensa”, reclama a emissora em tom de editorial. “A equipe da Tarobá tentava se aproximar para fazer imagens e para tentar uma entrevista com alguém do MST, exatamente para que o movimento pudesse ter espaço de defesa das acusações de ocupação de fazendas naquela região”. (Comunique-se)

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