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MP pede quebra de sigilo de empresas que pagam por elogios a candidatos na internet

Na avaliação de Nominato, o pagamento de influenciadores para difusão de conteúdo pode se configurar como infração eleitoral.

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O Ministério Público Eleitoral pediu na terça-feira (28) a quebra do sigilo fiscal de seis empresas envolvidas no esquema de divulgação de conteúdo pago em apoio a candidatos de PT e PR . De acordo com o jornal O Globo, o autor do pedido, o procurador-regional eleitoral auxiliar Bruno Nominato também solicitou que a Apple repasse em 48 horas a lista dos usuários que baixaram os aplicativos O Brasil Feliz de Novo e Follow, usados na difusão dos materiais.

O procurador também requereu ao Twitter informações sobre os dados cadastrais dos usuários @pppholanda, @delucca, @choracuica e @cadefeminista além de @joycelular e @AgenciaLajoy e que todo o conteúdo das quebras pedidas por ele seja compartilhado com todas as Procuradorias Regionais Eleitorais do Brasil, pois candidatos de outras regiões do país podem ter se beneficiado das postagens.

Na avaliação de Nominato, o pagamento de influenciadores para difusão de conteúdo pode se configurar como infração eleitoral, já que a legislação só permite o impulsionamento remunerado de notícias a partir de serviços oferecidos pelas próprias redes sociais, o que não é o caso dos aplicativos criados pelo deputado federal petista. O MP Eleitoral pediu a quebra de sigilo das empresas Agência Lajoy, Fórmula e Follow, do candidato ao Senado do PT Miguel Corrêa, a Golz Tecnologia, a Be Connected e a 2×3 Inteligência Digital, de parceiros de Corrêa.

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