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Morre aos 76 anos o jornalista e ex-deputado Carlos Alberto Caó, que criminalizou racismo

No Jornal do Brasil, começou como repórter econômico em 1971, sendo promovido depois a subeditor e editor de Economia.

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A nova norma foi batizada como “Lei Caó”, em homenagem ao soteropolitano.

Autor da Lei 7.437/1985, que modificou a Lei Afonso Arinos, que tornou crime o preconceito de raça, sexo e estado civil, o jornalista, advogado e deputado  constituinte Carlos Alberto Caó de Oliveira, morreu neste domingo (5) aos 76 anos. A nova norma foi batizada como “Lei Caó”, em homenagem ao soteropolitano.

Participante da Assembleia Nacional Constituinte, Caó também regulamentou o trecho da Constituição Federal (1988) que torna inafiançável e imprescritível o crime de racismo. Como jornalista, ele atuou no jornal carioca Luta Democrática, em 1964, trabalhando depois como repórter nos jornais Diário Carioca, Tribuna da Imprensa, O Jornal e Jornal do Comércio, e também na TV Tupi.

No Jornal do Brasil, começou como repórter econômico em 1971, sendo promovido depois a subeditor e editor de Economia. Militante do movimento negro, Carlos Alberto era filiado ao Partido Democrático Trabalhista (PDT). Assumiu mandato de deputado federal pelo Rio de Janeiro em 1983, do qual se licenciou para ocupar o posto de Secretário do Trabalho e da Habitação no governo de Leonel Brizola.

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