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Juiz nega medida protetiva porque mulher ‘não se dá ao respeito’

O magistrado ainda disse que o desejo da vítima de ser respeitada e protegida deveria ser manifestado na disposição de representar contra o agressor.

Segundo o juiz, decidir que o agressor deve manter determinada distância “é um nada”.

O juiz da 3ª Vara Cível de Goiânia, Joseli Luiz Silva, negou medidas protetivas a uma mulher ameaçada de morte pelo ex-namorado e criticou a decisão dela de fazer o pedido sem apresentar uma representação criminal. De acordo com o Conjure, para o magistrado, ao agir assim, a mulher não se dá ao respeito e disse que legítima defesa é “muito mais eficaz que qualquer medidazinha de proteção”.

Segundo o juiz, decidir que o agressor deve manter determinada distância “é um nada”. Assim, ele entendeu que não cabe a medida protetiva por considerar que a mulher quer pouco se proteger ao pedir somente isso. De acordo com a decisão, Silva afirmou que, “enquanto a mulher não se respeitar, não se valorizar, ficará nesse ramerrão sem fim – agride/reclama na polícia/desprotegida”.

O magistrado ainda disse que o desejo da vítima de ser respeitada e protegida deveria ser manifestado na disposição de representar contra o agressor, para que houvesse efetividade na Justiça de fato. “Se a representante quer mesmo se valorizar, se respeitar, se proteger, então bata com firme, bata com força, vá às últimas consequências, e então veremos o quanto o couro grosso do metido a valente suporta”, complementou.

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