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Estudo comprova que baixa reserva ovariana não indica necessariamente infertilidade

"O que deve ser entendido é que um marcador na reserva não significa que não se pode esperar mais um ano, um ano e meio para iniciar o tratamento.

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Por muito tempo as pessoas acreditavam nessa hipótese, mas há alguns anos médicos especialistas da área começaram a observar que não existe essa relação e o estudo procura embasar essas suspeitas.

Um estudo publicado pelo Journal of the American Medical Association traz uma boa notícia para as mulheres que querem engravidar. A pesquisa comprova que baixas dosagens de hormônio folículo-estimulante (FHS) e hormônio anti-Mülleriano (HAM), nos exames que indicam reserva ovariana, não indicam necessariamente que a mulher não seja fértil.

Por muito tempo as pessoas acreditavam nessa hipótese, mas há alguns anos médicos especialistas da área começaram a observar que não existe essa relação e o estudo procura embasar essas suspeitas. De acordo com o especialista em reprodução humana Marcio Coslovsky, que atua na área há 20 anos, os médicos procuram saber os índices de FHS e HAM pois eles ajudam a “mesurar a reserva ovariana no que diz respeito ao número de óvulos restantes que a mulher possui”. “O que deve ser entendido é que um marcador na reserva não significa que não se pode esperar mais um ano, um ano e meio para iniciar o tratamento. Você pode ter o marcador baixo e mesmo assim engravidar, pois basta um bom óvulo”, disse ele ao site da revista Marie Claire.

Segundo o médico, o estudo não muda a idade ideal para o congelamento de óvulos, que continua sendo até os 35 anos. “Este estudo é importante porque o próprio médico fica embasado para dar esta orientação à paciente, mesmo a idade limite sendo 35 anos”, conclui o médico.

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