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Escola que expulsou aluno com diabetes é denunciada ao MP

A queda súbita da taxa de açúcar no sangue pode levar a convulsões e ao coma, quando não identificada e tratada, o que pode ser feito oferecendo-se uma bala ou suco ao diabético.

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Segundo representante do Conselho Tutelar, foi tentado um acordo com a instituição de ensino para que o aluno tivesse a matricula reativada

O Conselho Tutelar de Alcântara, em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio, denunciou ao Ministério Público (MP) a escola privada que expulsou um menino de 15 anos que, por ter diabetes do tipo 1, precisa usar insulina no período das aulas. O caso, publicado ontem pelo EXTRA, aconteceu em julho, após o aluno ter crises de hipoglicemia.
A queda súbita da taxa de açúcar no sangue pode levar a convulsões e ao coma, quando não identificada e tratada, o que pode ser feito oferecendo-se uma bala ou suco ao diabético. Segundo representante do Conselho Tutelar, foi tentado um acordo com a instituição de ensino para que o aluno tivesse a matricula reativada. Mas, apenas no dia 29 de agosto, quando a direção da escola foi notificada pelo MP, o colégio procurou a família para reverter a situação. — Meu filho entrou em depressão e disse que não quer mais voltar para essa escola, que o rejeitou.
O Conselho Tutelar me ajudou a conseguir outra escola e meu filho só não perdeu o ano porque esse colégio estadual estava saindo de uma greve de dois meses — relata a mãe, a representante comercial Daniele Batista da Silva, de 36 anos. Hoje, no Brasil, há mais de 13 milhões de pessoas vivendo com diabetes, o que representa 6,9% da população. Dessas, cerca de 10% (1,3 milhão) são do tipo 1. (O Dia)

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