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Você sabe quem assumiria a Presidência da República no caso de a presidente e o vice perderem o cargo? Não seria o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que ficou em segundo lugar na disputa eleitoral. Pela lei, o terceiro nome é o do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Porém, Cunha pode ter de deixar o cargo após denúncias de corrupção, seja por cassação ou renúncia. Se isso acontecer, seu lugar será ocupado, ainda que provisoriamente, por outro deputado acusado de lavagem de dinheiro. E se o substituto também sair, o próximo da fila também tem problemas com a Justiça. Veja nesta lista quais são os deputados que compõe a Mesa Diretora da Câmara e que, pela ordem, assumiriam a presidência da casa no impedimento do titular. A situação é hipotética, mas serve para mostrar como estamos bem servidos de deputados federais. 1 – Eduardo Cunha (PMDB-RJ) – Presidente da Câmara. Denunciado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Recebeu propina no esquema de fraudes da Petrobras através da igreja Assembleia de Deus. Teve contas secretas bloqueadas na Suíça; 2 – Waldir Maranhão (PP-MA) – 1º vice-presidente da Câmara. Investigado na Lava-Jato, responde a dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal por lavagem de dinheiro; 3 – Fernando Giacobo (PR-PR) – 2º vice-presidente. Responde a inquérito por crimes tributários no STF. Já foi acusado de sequestro, falsidade ideológica e formação de quadrilha; 4 – Beto Mansur (PRB-SP) – 1º secretário. É alvo de três processos no STF, por crimes contra a administração pública, responsabilidade fiscal e trabalho escravo; 5 – Felipe Bornier (PSD-RJ) – 2º secretário. Acusado em processo no TRE-RJ por uso indevido de meios de comunicação durante a campanha eleitoral; 6 – Mara Gabrilli (PSDB-SP) – 3º secretário. Nada consta; 7 – Alex Canziani (PTB-PR) – 4º secretário. Nada consta. Foi acusado de ter recebido dinheiro do Mensalão, mas o Conselho de Ética arquivou o pedido de cassação; 8 – Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) – 1º suplente. Acusado pelo Ministério Público Federal de fraudes na implantação do sistema de gestão da saúde em Campo Grande (MS); 9 – Gilberto Nascimento (PSC-SP) – 2º suplente. Nada consta. Foi investigado no escândalo dos sanguessugas, em 2006, e a CPI arquivou o processo por falta de provas; 10 – Luiza Erundina (PSB-SP); 3º suplente. Nada consta; 11 – Ricardo Izar Júnior (PSD-SP) – 4º suplente. Nada consta. Recebeu R$ 200 mil da Friboi e devolveu o dinheiro.





































