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‘Crime de epidemia’: Mãe e filha são presas por não combaterem focos de Aedes aegypti

O caso aconteceu em Aripuanã, no Maro Grosso, e as prisões preventivas foram decretadas a pedido do Ministério Público do Estado, sem prazo para terminar.

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IMAGEM_NOTICIA_5 (1)Mãe e filha foram presas na manhã desta quinta-feira (3) por deixarem no quintal de casa caixa d’água com buraco na tampa, recipientes que acumulam água e uma fossa aberta. O caso aconteceu em Aripuanã, no Maro Grosso, e as prisões preventivas foram decretadas a pedido do Ministério Público do Estado, sem prazo para terminar.
Mãe e filha vão responder pelo crime de epidemia, relacionado à saúde pública, por não combaterem os focos do Aedes aegypti, vetor da dengue, febre chikungunya e zika vírus. O imóvel já havia sido multado e noticiado, inclusive, a mãe chegou a agredir os agentes com palavrões e deve responder à Justiça por este crime.
Depois do episódio, a filha chegou a se comprometer com a Promotoria de Justiça do município que tomaria as medidas necessárias para combater o mosquito, o que não aconteceu. A Justiça entendeu que as prisões eram necessárias para que não fosse agrava a epidemia na cidade, já que as duas insistiam em não tomar providências acerca do terreno.
Aripuanã decretou situação de emergência por causa da epidemia da dengue e em função da introdução dos vírus que causam as demais doenças, de acordo com o G1. Dados da Vigilância Epidemiológica indicam a notificação de 397 casos suspeitos de dengue, dos quais 36 foram confirmados, e 60 casos suspeitos de Zika. Mãe e filha devem ficar em uma cela especial na cadeia pública de Aripuanã, já que a cidade não possui presídio feminino.

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