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Consumo inadequado de adoçante pode provocar prejuízos à saúde; conheça tipos

Entretanto, dentro da recomendação de ingestão diária não existem estudos que comprovem os malefícios.

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“Alguns adoçantes são criticados por poderem causar doenças, a exemplo de câncer.

Atualmente é possível encontrar uma infinidade de adoçantes nas prateleiras dos supermercados. Quem busca o produto acabam sendo as pessoas que não podem consumir açúcar, como os diabéticos, ou quem deseja reduzir calorias para controlar o peso. Mas será que o consumo dessa substância é mesmo benéfico à saúde? Qualquer pessoa pode fazer uso ou existe contraindicação?

A nutricionista do Hapvida, Jéssica Rodrigues, explica que o produto é obtido por meio de matérias primas naturais ou artificiais desenvolvidas pelas indústrias alimentícias e que a dose máxima recomendada para consumo diário é de seis pacotinhos de um grama quando o adoçante é em pó. Já quando é líquido, o recomendado é de 9 a 10 gotas.
“Dentro desse limite o consumo de qualquer adoçante é seguro para a saúde, mas é preciso estar atento porque produtos light e diet também utilizam adoçantes na sua formulação, o que somado ao adoçante utilizado nos sucos e cafés, por exemplo, pode ultrapassar o valor recomendado por dia”, esclarece.
A nutricionista alerta, contudo, que as pessoas que têm pressão alta ou insuficiência renal não devem consumir adoçantes à base de sacarina e ciclamato, pois são ricos em sódio, o que vir a piorar os problemas. Já pessoas portadoras de fenilcetonúria (doença metabólica), não se devem consumir adoçantes à base de aspartame.
“Alguns adoçantes são criticados por poderem causar doenças, a exemplo de câncer. Entretanto, dentro da recomendação de ingestão diária não existem estudos que comprovem os malefícios. A segurança dos adoçantes também é testada durante o aquecimento e, por este motivo muitos não têm indicação na culinária quente. O uso excessivo deles também pode aumentar a dependência por doces e a chance de desenvolver diabetes”, alerta Jéssica Rodrigues.
TIPOS DE ADOÇANTES
No mercado é possível identificar oito tipos de adoçantes que são liberados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). A venda deles só ocorre após testes que confirmem a segurança de utilização em humanos. A nutricionista do Hapvida, Jéssica Rodrigues, listou os tipos de adoçantes e suas respectivas diferenças.
Sacarina: foi descoberta em 1879. Está aprovada para utilização em produtos industrializados e como adoçante de uso geral. Pode ser utilizada também em preparações assadas;
Aspartame: foi aprovado em 1981. Atualmente seu uso está liberado como adoçante de uso geral, mas não deve ser utilizado para alimentos que necessitem ser assados. Não pode ser utilizado por pessoas que contenham fenilcetonúria, pois um de seus componentes é a fenilalanina e a ingestão dessa substância deve ser controlada por pacientes com essa doença;
Acessulfame de Potássio (Acessulfame – K): Foi aprovado pela primeira vez em 1988. Geralmente aparece nos rótulos dos alimentos como: Acessulfame K, Acessulfame de potássio ou Ace-K. Em 2003 foi aprovado como adoçante de uso geral e intensificador de sabor em alimentos, sob algumas condições de uso. Pode ser utilizado como substituto do açúcar em produtos assados;
Sucralose: foi aprovada para utilização como adoçante de uso geral em 1999, sob algumas condições de uso. É encontrada em alimentos como: produtos de padaria, bebidas, chicletes, gelatinas e sobremesas congeladas à base de leite. É um substituto do açúcar para produtos assados;
Neotame: a sua utilização foi aprovada em 2002, como adoçante de uso geral e intensificador de sabor de alimentos, mas possui condições para o seu uso. Pode ser utilizado como substituto do açúcar em produtos assados;
Estévia: produzida com as folhas de uma planta conhecida como Stevia, encontrada em alguns lugares da América do Sul. Seus testes foram realizados em 2008 e a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece seu uso. Pode ser utilizada como adoçante de uso geral e como substituta do açúcar para produtos assados;
Ciclamato: ciclamato foi um dos primeiros adoçantes descobertos, sendo que a sua aprovação também contou com a análise de inúmeros estudos científicos. Hoje, seu consumo é permitido em mais de 50 países na Europa, Ásia, América do Sul, Norte e África . No final da década de 60 e começo da de 70, surgiu a hipótese de que o ciclamato poderia causar câncer de bexiga. Há aproximadamente 475 estudos científicos comprovando que o ciclamato não é carcinogênico. 24 estudos mostraram que, mesmo após ingestões elevadas de ciclamato durante toda a vida, não houve alteração ou formação de câncer em animais de laboratório. Inúmeros estudos também em humanos comprovaram esse mesmo resultado. Por isso, mantém se a aprovação e dosagem atribuídas ao ciclamato. No Brasil, é permitido também o uso de ciclamato. Pode ser utilizado como substituto do açúcar e para utilização em produtos assados.
Xilitol: tem sabor semelhante ao da sacarose (açúcar comum). Não é encontrado puro e, normalmente, é usado na composição de adoçante para atenuar o gosto amargo de outros edulcorantes. Seu consumo diário é de 30 g a 50g em doses parceladas por dia, embora algumas pessoas não tolerem quantidades superiores a 10g. Seu poder adoçante corresponde a 50% da sacarose. Tem o diferencial de causar uma sensação refrescante na saliva.

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