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Cientistas estimam que veneno de vespa possa ajudar no combate às superbactérias

Observamos uma atividade especialmente grande em bactérias que apresentam mecanismos de resistência", contou a pesquisadora Marisa Rangel, do Butantan.

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“Sem dúvidas foi a molécula mais promissora com a qual eu trabalhei até agora.

Habitante do cerrado brasileiro, a vespa Polybia dimorpha tem chamado a atenção de cientistas brasileiros. Isso porque a receita do veneno do inseto conta com um peptídeo, molécula capaz de ser sintetizada quimicamente, que pode colaborar no combate as superbactérias, um dos grandes problemas de saúde global. Segundo informações da Folha de S. Paulo, ao entrar em contato com a célula bacteriana, esse componente fura a parede celular, o que acaba por causar dano estrutural suficiente para matar os micróbios.

Cientes disso, pesquisadores do Instituto Butantan, da Universade de Brasília (UnB) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp), resolveram investigar se o ingrediente, chamado de polydim-1, pode ser eficaz contra bactérias resistentes a múltiplos antibióticos. “Sem dúvidas foi a molécula mais promissora com a qual eu trabalhei até agora.

Observamos uma atividade especialmente grande em bactérias que apresentam mecanismos de resistência”, contou a pesquisadora Marisa Rangel, do Butantan. De acordo com a publicação, embora o ingrediente apresente desempenho satisfatório in vitro, outros fatores precisam colaborar para que ele vire remédio, caso realmente seja possível. Um implicador seria a indústria farmacêutica bancar os testes em seres humanos, método que pode custar milhares de reais por dose.

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