Apesar de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estar inelegível pelo atual entendimento da Lei da Ficha Limpa, ele, se puder disputar, lideraria com folga a simulação de primeiro turno, com 33,4% das intenções de voto. O segundo turno seria contra Bolsonaro, que, nesse cenário, apareceria com 16,7%. Na sequência, Marina (Rede), Ciro (PDT), Alckmin (PSDB) e Álvaro Dias (Podemos) aparecem empatados dentro da margem de erro, com, respectivamente, 7,6%, 5,4%, 4,0% e 2,5%. Todos os demais candidatos não alcançariam 1,0% das intenções de voto.
Os dados foram coletados entre os dias 9 e 12 de maio, com margem de erro de 2,2% e nível de confiança de 95%. Foram ouvidas 2.002 pessoas, em 137 municípios de 25 unidades federativas. A realizadora é o instituto MDA, contratado pela CNT. A pesquisa do Instituto MDA mostra que, para 51% dos brasileiros, a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá, que levou o petista à prisão, é uma punição justa. Já para 38,6% da população, a condenação de Lula é injusta. O governo do presidente Michel Temer (MDB) mantém o índice de 4,3% de avaliação positiva (ótimo/bom), segundo a pesquisa. O resultado é o mesmo medido no levantamento de março. Por outro lado, a reprovação oscilou para baixo: 71,2% (ruim/péssimo) no levantamento de maio, ante 73,3% na pesquisa de março. O índice que considera o o governo regular passou de 20,3% para 21,8%. Não sabem ou não responderam são 2,7% (foram 2,1% em março). O número de registro do levantamento é o BR-09430/2018.