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Assassinato de Marielle foi para atingir Freixo, diz suspeito

A mesma denúncia consta no depoimento de Curicica à PGR, que já avaliava a possibilidade de federalizar a investigação há cerca de um mês.

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Curicica afirmou que a Polícia Civil do Rio não tem interesse em elucidar o caso Marielle.

Suspeito de participar do assassinado da vereadora Marielle Franco (PSOL), Orlando Curicica afirmou ao O Globo que ela foi morta para “atingir o deputado federal eleito Marcelo Freixo”.

Confinado desde junho em uma cela de seis metros quadrados na Penitenciária Federal de Mossoró (RN), de onde só sai para o banho de sol diário, o ex-policial militar Orlando de Oliveira Araújo negou a participação no duplo assassinato, mas põe em xeque as investigações conduzidas pela Polícia Civil no caso.

Curicica afirmou que a Polícia Civil do Rio não tem interesse em elucidar o caso Marielle. Integrantes da corporação, incluindo até o chefe de Polícia Civil, delegado Rivaldo Barbosa, teriam montado, segundo ele, uma intrincada rede de proteção aos “capos” da contravenção envolvidos em assassinatos. A mesma denúncia consta no depoimento de Curicica à PGR, que já avaliava a possibilidade de federalizar a investigação há cerca de um mês.

“Existe um batalhão de assassinos agindo por dinheiro, a maioria oriunda da contravenção. A DH e o chefe de Polícia, Rivaldo Barbosa, sabem quem são, mas recebem dinheiro de contraventores para não tocar ou direcionar as investigações”.

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