
Ela possuía, desde janeiro deste ano, quando denunciou que sofria agressões do ex-companheiro.
Uma amiga da professora Luzinete Goés, 44 anos, que foi assassinada a facadas na cidade de Aurelino Leal, no sul da Bahia, disse que a vítima relatava para ela que era constantemente agredida pelo ex-companheiro, apontado como principal suspeito de cometer o homicídio, durante a relação que tiveram. Após o crime, o homem se suicidou ingerindo veneno. Ele teria cometido o homicídio por não aceitar o fim do relacionamento.
O casal deixa dois filhos, uma jovem de 19 anos e um adolescente de 14. “A própria Luzinete chegava para mim e mostrava no celular as fotos de agressões que ela mesma tirava, dos olhos, braço e tudo. Então, foi isso que levou ela também a denunciar”, disse a amiga Áurea da Assunção. Conforme Áurea, a relação do casal sempre foi marcada por brigas.
“Eram muitas agressões que ele fazia”, diz. Luzinete, que atuava como professora municipal da cidade vizinha de Ubaitaba, também na região sul, foi morta dentro da casa onde morava. Ela possuía, desde janeiro deste ano, quando denunciou que sofria agressões do ex-companheiro, padeiro Givaldo de Jesus, 46 anos, uma medida protetiva cedida pela Justiça que impedia que o homem ficasse a uma distância de 200 metros dela.
Na delegacia da cidade onde o crime aconteceu, familiares de Givaldo disseram que o padeiro não aceitava o fim do relacionamento com Luzinete e que o casamento dos dois sempre foi marcado por constantes brigas. “Eles estavam separados há alguns meses e, nesse período, ele vinha ameaçando, constrangendo, agredindo sua ex-companheira por conta de não aceitar o fim do relacionamento”, disse o delegado Lane Andrade, que investiga o caso. A vítima foi enterrada na tarde desta quinta-feira, em Aurelino Leal. (G1)





































