
Ele se refere aos anos 1950, quando o senador norte-americano Joseph McCarthy instituiu campanha de perseguição aos comunistas nos EUA.
Em grupos de WhatsApp e reuniões de corredor, professores advogados se articulam para dar assistência a colegas perseguidos, ameaçados ou com receio de serem expostos por alunos. O deputado estadual paulista Carlos Giannazi (Psol) também transformou seu gabinete na Assembleia Legislativa num disque denúncia contra “esses grupos que tentam introduzir a mordaça”. Ambos fazem parte de um contra-ataque ao pedido que a recém-eleita deputada estadual catarinense Ana Caroline Campagnolo (PSL) fez para que alunos denunciassem professores que criticarem o presidente eleito, Jair Bolsonaro, do mesmo partido dela.
A iniciativa dela vem na esteira do Escola sem Partido -a votação do projeto na Câmara nesta terça-feira (30) foi adiada após confusão entre parlamentares. Pedir que se filme ou grave professores em aula é um “macartismo renovado, que transforma a sala de aula num ambiente de denuncismo, desconfiança”, diz o professor Rafael Mafei Rabelo Queiroz, da Faculdade de Direito da USP.
Ele se refere aos anos 1950, quando o senador norte-americano Joseph McCarthy instituiu campanha de perseguição aos comunistas nos EUA. Para Mafei, o patrulhamento ideológico “é pedagogicament e um desastre”, porque pode fazer com que os docentes se policiem, façam uma autocensura, principalmente os de escolas e universidades privadas. “Tenho recebido muitos relatos de profissionais temerosos porque trabalham em instituições em que os diretores de alguma maneira externaram apoio ao Bolsonaro.” (Bahia Notícias)





































