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Camacã: Fenômeno das cinco

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A espera do transporte escolar dos universitário é na Praça Rui Barbosa, (Pracinha do Bené): Fotos \ O Tempo Jornalismo

Por Frederico Borges-Como quê por impulso natural, sou compelido a comparecer, vez por outra, às cinco horas da tarde à Praça do Bené para deleitar-me com um acontecimento social da maior importância, que prenuncia  a construção de um grande futuro para a nossa comunidade. É o que costumo chamar de o fenômeno das cinco. Convidados por um dever maior, jovens de todas as idades se reúnem ali, como em oração,  a oração da saber, em  frenética ansiedade, à espera do transporte que os levarão a Itabuna. Meninos imberbes e gentis senhoritas tomando a praça em comedida algazarra juvenil. Logo se acotovelam à entrada do ônibus. Muitos em pé com suas bolsas de livros pendentes dos ombros. Todos felizes sabendo que têm uma grande missão. Chamam-me a atenção três deles – Euzequias, Roque e Cornélio Bastos, futuros doutores em Lei, beirando os sessenta, como a dizerem aos mais novos que vale a pena, que toda idade tem a sua juventude, que não se há de esmorecer, que o Brasil não pode prescindir da força de cada um enquanto há vida, que a construção é grandiosa, que se pode vencer o eito. Que o futuro começa aqui e, finalmente, agora. 

São três, quatro ônibus cheios de sorrisos e de esperanças, levando e trazendo esperanças  e sorrisos todos as noites. Amanhã, às cinco, tudo se repete, e à tarde, novamente. É um vai-e-vem de gente que já começa fazer acontecer. Camacan presente na construção do país, da nação, da Pátria.

Frederico Borges é advogado e autor deste artigo

Na verdade, queridos jovens, esta mensagem tem por objetivo dizer  que Camacan se sensibiliza com essa indomada vontade de vocês. Dizer que sabemos dos bons frutos que todos colheremos dessa sua luta. Mas dizer também que sonhamos e esperamos muito.

Que esperamos que as novas gerações não precisem desempenar um ônibus todos os dias  para buscarem em Itabuna  os mecanismos para construção do futuro. Dizer que sonhamos com uma Universidade aqui para alavancar o progresso. Dizer que não há progresso verdadeiro sem Educação. Dizer que sonhamos com a UNICA, com a UNIVARGITO, com outra qualquer, mas nossa! Parabéns! Frederico Borges é advogado, e mantém escritórios em Camacã e Salvador, trabalhando sempre ladeado da sua esposa a também causídica Tânia Nery.

 

 

 

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