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Fifa defende valores da Copa do Mundo após ingressos da final chegarem a US$ 2,3 milhões

A restrição vale para Toronto, mas não se aplica automaticamente às demais sedes da Copa do Mundo.

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A situação ampliou as críticas de torcedores sobre a acessibilidade ao Mundial, que será disputado entre Estados Unidos, México e Canadá. 

A polêmica sobre o preço dos ingressos da Copa do Mundo de 2026 ganhou novo capítulo com uma defesa pública de Gianni Infantino na última quinta-feira (7), durante participação na Conferência Global do Instituto Milken, em Beverly Hills. O presidente da Fifa voltou a justificar a política de valores adotada pela entidade em meio à repercussão de entradas milionárias anunciadas para partidas do torneio, especialmente para a final no MetLife Stadium, nos Estados Unidos. Em abril, quatro ingressos localizados atrás do gol para a decisão chegaram a ser anunciados por cerca de 2,3 milhões de dólares cada em plataforma de revenda. A situação ampliou as críticas de torcedores sobre a acessibilidade ao Mundial, que será disputado entre Estados Unidos, México e Canadá.

“Se alguém comprar um ingresso por US$ 2 milhões, eu mesmo levarei um cachorro-quente e uma Coca-Cola para garantir que essa pessoa tenha uma ótima experiência”, ironizou o italiano. Infantino afirmou que a Fifa precisa levar em conta o funcionamento do mercado norte-americano, onde a revenda de ingressos é permitida em boa parte dos eventos esportivos e culturais. “Nos Estados Unidos, a revenda de ingressos é permitida. Se vendermos barato demais, os ingressos acabam revendidos por preços ainda maiores”, afirmou. Segundo o dirigente, aproximadamente 25% dos ingressos da fase de grupos poderão ser comprados por menos de US$ 300, valor equivalente a cerca de R$ 1,7 mil.

Para Infantino, os preços oficiais da entidade estão em linha com grandes eventos esportivos realizados nos Estados Unidos. “Isso é comparável ao preço de jogos universitários aqui nos Estados Unidos. E estamos falando de uma Copa do Mundo”, acrescentou. A discussão também chegou ao Canadá. A Fifa alterou sua plataforma oficial para impedir que ingressos de partidas em Toronto sejam revendidos acima do valor original, em cumprimento a uma nova legislação aprovada na província de Ontário. Com a mudança, entradas para jogos na cidade canadense só poderão ser revendidas pelo preço de face na plataforma da entidade.

A restrição vale para Toronto, mas não se aplica automaticamente às demais sedes da Copa do Mundo. Nos outros locais, a possibilidade de revenda acima do valor original dependerá das leis vigentes em cada jurisdição. A Copa do Mundo de 2026 será realizada entre 11 de junho e 19 de julho, com final marcada para o MetLife Stadium, em Nova Jersey. O torneio será o primeiro com 48 seleções e terá 104 partidas.

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