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Mensagens extraídas de celular mostram rotina de humilhações antes de PM ser morta por Tenente-Coronel

Os diálogos revelam que o controle de Geraldo Neto extrapolava as paredes do ambiente doméstico. Gisele relatou em mensagens que o marido comparecia à seção onde ela trabalhava, na Polícia Militar, e permanecia por horas apenas observando suas atividades

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Em um dos trechos mais fortes das conversas, a PM desabafa sobre ser submetida a episódios de humilhação e piadas por parte do tenente-coronel.

A investigação sobre o assassinato da policial militar Gisele Alves Santana ganhou um novo e contundente capítulo nesta quarta-feira (18). A Corregedoria da Polícia Militar conseguiu extrair mensagens do celular da vítima que revelam uma rotina de abusos e controle psicológico exercida pelo seu marido, o tenente-coronel Geraldo Neto, acusado de matá-la com um tiro na cabeça no apartamento do casal, no Centro de São Paulo. O oficial foi preso preventivamente nesta segunda-feira , após determinação da Justiça Militar. As conversas, obtidas pelo SP1, da TV Globo, traçam um perfil do relacionamento marcado por comportamentos que a própria Gisele descrevia como “babacas” e “sem escrúpulos”.

Monitoramento no trabalho e humilhações

Os diálogos revelam que o controle de Geraldo Neto extrapolava as paredes do ambiente doméstico. Gisele relatou em mensagens que o marido comparecia à seção onde ela trabalhava, na Polícia Militar, e permanecia por horas apenas observando suas atividades, o que ela interpretava como uma forma de vigilância e intimidação.

Em um dos trechos mais fortes das conversas, a PM desabafa sobre ser submetida a episódios de humilhação e piadas por parte do tenente-coronel. Em uma mensagem direta ao marido, ela cobrou uma mudança de postura: “Você tem que mudar esse comportamento babaca e sem escrúpulos”, escreveu a vítima, meses antes do crime.

Prisão e Investigação

A prisão preventiva de Geraldo Neto foi fundamentada nos indícios colhidos pela Corregedoria e na gravidade do crime, ocorrido dentro da residência do casal. Para os investigadores, o conteúdo das mensagens reforça a tese de que o crime pode ter sido o ápice de um ciclo de violência psicológica e perseguição. O tenente-coronel agora responderá pelo crime perante a Justiça Militar. A defesa do oficial ainda não se manifestou oficialmente sobre o teor das mensagens reveladas.

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