
São mais de 80 distúrbios relacionados ao sono, e o impacto vai muito além do dia seguinte. Estudos da Unicamp já mostram que dormir mal aumenta o risco de Alzheimer.
Dormir a noite inteira e ainda assim acordar cansado. Essa é uma queixa cada vez mais comum. No terceiro episódio da série sobre sono, a reportagem da TV Unicamp mostra como hábitos aparentemente inofensivos, como beber para relaxar ou cochilar durante o dia, podem estar por trás da exaustão constante e prejudicar a qualidade do descanso.
Jovem para ser velho, velho para ser jovem. É aquela fase em que o tempo sempre falta e faz falta. Vivemos uma maratona todo santo dia, e o sono é o primeiro a cair da lista de prioridades.
Você também sempre está na correria? Mesmo quando não precisa ter pressa? Parece que a rotina joga a gente para esse ritmo cada vez mais acelerado, mas a vontade mesmo é de se jogar no sofá. E quando a gente finalmente pode fazer isso, não consegue, não desliga, porque está pensando no dia seguinte de trabalho, naquela consulta que vai ter que desmarcar pela terceira vez. E o pior é que, num piscar de olhos, chega o amanhã e começa tudo de novo. E aí a gente fica nesse looping que você já sabe: tem que ser no modo acelerado porque a gente não pode perder tempo.
“Porque o sono perdido não é reposto. Uma das queixas mais frequentes de quem dorme menos do que precisa e tem problemas do sono é sonolência durante o dia. Então, sonolência excessiva, que pode fazer com que a pessoa sinta necessidade de cochilar e até, às vezes, involuntariamente”, destaca Tânia Marchiori Cardoso, coordenadora do Laboratório dos Distúrbios do Sono da Unicamp.
Dormir mal de vez em quando pode ser comum, mas, quando vira rotina, é sinal de alerta. Alguns dos distúrbios mais frequentes incluem insônia, quando você demora para dormir; apneia do sono, pausas na respiração que impedem qualquer descanso; síndrome das pernas inquietas, o corpo pede movimento quando tudo que você quer é descansar.
E isso é só a ponta do iceberg. São mais de 80 distúrbios relacionados ao sono, e o impacto vai muito além do dia seguinte. Estudos da Unicamp já mostram que dormir mal aumenta o risco de Alzheimer.
Eles não dormem como antes, acordam várias vezes, cochilam durante o dia e dizem: “Faz parte da idade”. Essas pausas durante o dia são consideradas normais para os pesquisadores. E olha, dá para driblar esse problema com simples hábitos. Por exemplo, você pode trocar a programação da TV pela leitura de um livro. Melhor ainda se tiver um chá, daqueles relaxantes, para acompanhar, porque você sabe, essa é a fase de desacelerar.
E o sono profundo faz falta. É ele que consolida a memória, limpa o cérebro e organiza os pensamentos. Quando ele falha, como em muitos idosos, a cognição cai junto.
(tvbrasil.ebc.com.br)


































