
Mais recentemente, a possibilidade de uma nova greve havia sido discutida em encontro realizado em Santos (SP), em meados de março..
Após reuniões com o governo federal, representantes dos caminhoneiros decidiram suspender a possibilidade de uma nova paralisação nacional. A decisão foi tomada depois da publicação de medidas que reforçam a obrigatoriedade do pagamento do piso mínimo do frete no país. As informações são da Agência Brasil.
As mudanças foram oficializadas com a edição da Medida Provisória 1.343/2026, publicada nesta quarta-feira (25), e com as Resoluções 6.077/2026 e 6.078/2026 da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). As normas criam mecanismos para garantir que os valores mínimos estabelecidos para o transporte de cargas sejam cumpridos.
A pauta é uma antiga reivindicação da categoria, intensificada desde a paralisação nacional de 2018, que durou dez dias e provocou impactos em diversos setores da economia. Mais recentemente, a possibilidade de uma nova greve havia sido discutida em encontro realizado em Santos (SP), em meados de março.
Entre as medidas anunciadas, a Resolução 6.077 prevê sanções progressivas para empresas e contratantes que descumprirem o piso mínimo do frete. Já a Resolução 6.078 determina o bloqueio da emissão do Código Identificador da Operação de Transporte (Ciot) em casos de fretes contratados abaixo do valor estabelecido. Sem o registro, o transporte é considerado irregular e não pode circular.
As resoluções regulamentam a Medida Provisória 1.343, que já está em vigor, mas ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional. O texto tem validade inicial de 60 dias, podendo ser prorrogado por igual período. Caso não seja votado por deputados e senadores, a medida perde validade na segunda metade de julho.
Com o avanço das negociações e a adoção das novas regras, a categoria optou por aguardar os desdobramentos no Congresso antes de retomar qualquer mobilização nacional.


































