
Apesar dele não ter identificado a todos nominalmente porque a família é muito grande, ele está muito feliz em estar ao lado de cada um
O Índio Manoel José dos Santos, 78 anos, é um Homem da tribo Pataxó Ha-ha-hae de Pau Brasil, que só reencontrou seus familiares há poucos dias, depois de 71 anos longe de sua etnia. Ele que é natural de Ibiporanga distrito de Iguaí, filho do saudoso vital, conviveu na companhia de sua mãe e seus irmãos até os 7 anos de idade. O velho índio conta que naquela época a situação era muito difícil, por isso resolveu ir embora para uma região conhecida como Itaití município de Itororó. Como o passar do tempo, sua mãe conheceu um serrador, homem respeitado, identificado como Antônio Mendes, mas popularmente conhecido como Antônio Preto, vindo lá das bandas do Rio do Meio, com o intuito de serrar madeira, seu ofício de profissão.
Em 1945, este serrador lhe convidou para ir morar em sua companhia quando tinha apenas 8 anos. Como o homem era uma pessoa de extrema confiança, sua mãe permitiu que o acompanhasse, mesmo porque seu pai já havia falecido e ela tinha outros filhos sob sua responsabilidade. Com isso ele acabou deixando para trás sua mãe e seus irmãos e decidiu acompanhar o Serrador, que se tornou seu pai de criação. Na sequência Antônio Serrador resolveu ir trabalhar na construção da BR-415, no Sul baiano, mas precisamente na Rodovia Ilhéus, Itabuna e Ibicaraí.
Depois o serrador resolveu ir para a cidade de Itagimirim, anos mais tarde se mudou novamente, desta vez para a região de Santa Maria do Salto e assim ele e Antonio Preto, o serrador, foram parar na comunidade de Areia Branca em Minas Gerais onde fixou residência. Nesta época já com 18 anos, ficaram naquele local até agora 2016, sem nunca esquecer suas raízes e sempre com o sonho de reencontrar seus os irmãos e demais familiares que deixou para trás. Aos 25 anos depois de ter passado por muitas dificuldades, conheceu sua esposa a índia Arlinda Maria dos Santos, da etnia Kamakan, bisneta índio Augusto Pereira dos Santos, conquistado pelo Senhor Zezé, cidadão de cor, que residia numa antiga localidade batizada como Barra do Catulezinho, ou “Catulé Grande”.
Ele diz: “Minha Jocana Bay-Turça (esposa) e eu nos casamos em 1964, ou, há 52 anos. Somos agricultores e vivemos da agricultura familiar, buscando dias melhores na terra, nossa existência e sonhando que antes mesmo do nosso pai Tupã me chamar, eu iria encontrar meus familiares que há muito tempo deixei para trás. “Já com família constituída, meus filhos e minha esposa sempre me incentivaram procurar meus parentes de sangue.

Meu Genro Romildo Uruará, foi um dos colaboradores na busca a meus irmãos.. Também me ajudaram meus filhos Elias, Eliete, Eliane fazendo buscas pela internet”,disse. Segundo seu Manoel, todos seus familiares foram encontrados no dia 9 de julho deste ano.”O índio Romildo é um dos principais responsáveis por ter achado meus familiares”. disse. Segundo seu Manoel, foi formada uma caravana para encontrar cada membro da família, e foi por meio de muito sacrifício que conseguiu junt ar a todos em um só lugar depois de mais de sete décadas.

Alguns dos que estavam na caravana, queriam desistir das buscas, mas no final deu tudo certo. Foram encontrados: Maria Fia, sua prima carnal, irmãos Guilícero, Brasilino e Regina e demais familiares que vivem na Aldeia Caramuru, Catarina Paraguaçu em Pau Brasil.





































