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Meu cordel: Sonho de liberdade

Em 2 de julho de 1823, chegou ao fim o movimento iniciado no ano anterior contra o governo português selando a independência da Bahia.

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Meu Cordel: Sonho de liberdade

Bahia, minha terra!
A ti devo fidelidade, há muito me defendestes, contra a crueldade, para que hoje eu vivesse, o sonho de liberdade.

Se eu não fosse um baiano, já não sei o que seria!
Se habitasse em outro espaço, para cá é que viria, comer meu acarajé, pelas praias da Bahia.

Baiano afrodescendente, sou declaração de amor, meu dialeto é “oxente”, baianidade na cor.
Êta Bahia Porreta, onde nasceu meu avô.

Bahia meu paraíso, declaro sem vaidade, quando estou longe de ti, morro de muita saudade, eu sou feliz só de ver, teu desejo de liberdade.

Como é bom ser um baiano, inteligente e capaz, um descendente de escravos, labor de meus ancestrais, enraizado nas veias, no sangue de nossos pais.

A Bahia é minha casa, uma terra encantada, vive e luta por seu povo, já venceu muitas batalhas, apesar de toda crise, serás sempre a mais amada.

A Bahia é pátria amada, a tenho mostrado ao mundo, nos versos que sempre faço, sem vacilar um segundo, o sentimento que fica, é de um amor profundo.

Salve, salve ó minha terra, tens aqui um filho teu, serás sempre a mais bela, que o mundo conheceu, sou o filho que tu amas e que nunca te esqueceu.

Autor: Agnaldo Santos Andrade

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