
Perguntado se há alguma possibilidade do contrato ser renovado, ele respondeu que nas mesmas condições não será possível. Imagens / O Tempo Jornalismo
A viação Camacã, responsável pelo transporte de passageiros estará encerrando as atividades no dia 8 de dezembro, quando deixará de fazer as seguintes linhas: Camacã – Panelinha, Camacã – Jacareci e Camacã Rio Pardo. Em entrevista exclusiva ao Portal O Tempo Jornalismo, o empresário Wagner Furlan, disse que a empresa está encerrando o trabalho no município, por conta do encerramento de um contrato de concessão de 10 anos. Ele informou que este contrato, foi prorrogado por mais 10 anos e no dia 8 de dezembro de 2021, será encerrado. Furlan argumentou que não solicitou a prorrogação, porque as condições de operações, são piores, mais difíceis e mais desfiadoras que há dez anos atrás, quando o último contrato foi firmado. Ele destacou que a empresa não está paralisando porque quer, mas porque o contrato, está chegando a seu final. “Nós estamos nos esforçando para trabalhar até o último dia do vencimento do contrato”, disse. Perguntado se há alguma possibilidade do contrato ser renovado, ele respondeu que nas mesmas condições não será possível.
Conheça a história da Viação Camacã: Ela começou suas atividades com apenas seis ônibus, em Janeiro de 1985, rodando apenas na sede e interior do município. Quatro ônibus rodava para São João do Panelinha, um fazia o centro até a rodoviária e um fazia a linha Camacã – Jacareci.
Tudo começou com o então prefeito Anísio Loureiro. Wagner lembra que a cidade precisava de transporte coletivo, então o ex-prefeito Anísio Loureiro, foi até a sede da empresa Sulbaiana (Sulba) em Itabuna, para trazer o serviço para Camacã, mas os empresários da época deram um chá de cadeira no prefeito que ficou na recepção esperando, não foi atendido e portanto, voltou sem uma resposta da superintendência da empresa. Aborrecido, ele procurou a empresa São Jorge, atualmente conhecida como Águia Branca, que começou fazer as linhas, Panelinha, rodoviária, centro e Jacareci. Como era uma empresa em expansão, comprou a Sulbaiana, portanto, já não tinha mais interesse de rodar fazendo as linhas camacaenses, mesmo no tempo áureo do cacau, época de muito movimento, mas apenas estava prestando o serviço, para atender a interesses políticos. Após isso, os empresários da Águia Branca, procuraram Airton Furlan que era funcionário da Sulba, e ofereceram a ele, os ônibus que rodavam pelo interior do município de Camacã e que assumisse o serviço, então ele topou na hora e começou trabalhar.
Wagner garante que o melhor período da empresa, foi no seu início, pois o movimento era intenso em todas as linhas feitas pela viação Camacã. Ele lembra ainda que com o advento da vassoura de bruxa, houve muita retração, e a empresa teve que assumir os vácuos deixados pela Sulba, fazendo linhas que se destinavam a Santa Luzia, Una, Jussari e Pau Brasil. Veja a entrevista





































