E-mail: saudeverde1@gmail.com – Algumas pessoas sempre perguntam se “saúde verde” é alguma coisa relacionada a ser “natureba”. Esta é a primeira barreira que enfrentamos ao divulgar e abraçar esta bandeira. Mas para começarmos a entender o sentido do programa saúde verde, é preciso primeiro entender o que é saúde e o que é ser saudável. Seguindo estes conceitos é preciso entender também o ser doente e o estar doente. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, (OMS), “saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não, simplesmente, a ausência de doenças ou enfermidades”. Embora, concordamos com alguns autores que esta definição ainda precisa ser amplamente discutida, pois nenhuma definição é imutável. Seguindo ainda ao conceito de saúde no sentido político, econômico e social, os artigos 196,197,198 e 199 de nossa Constituição, a saúde é abordada como um direito à cidadania, que também cabe observações, pois assim como os dias e as noites não são iguais, nada indefinidamente é imutável, já disse Heráclito filósofo pré-socrático. Ser saudável é saber em todos os aspectos de sua vida que é vibrar com a beleza que a vida nos apresenta, as paisagens, o sol, a chuva, o trabalho, o nosso olhar sobre o outro, convivência, o amor e conquistar uma vida plena de felicidades. Mas ao contrário, e como nem tudo é um “mar de rosas”, é necessário entendermos o ser doente que não necessariamente é estar num leito de hospital. O ser doente, por exemplo, são aquelas pessoas que acostumam seu corpo física e psiquicamente com cigarros, bebidas, mentiras, traições para levar vantagens, excesso alimentar, distúrbio de sono, respiração ofegante devido ao excesso de estresse, alimentam seu ego com preconceitos e ensinam também aos seus. Pessoas doentes são aquelas que ao invés de perdoar sentem ressentimentos, ficam horas na frente da televisão, computador ou celular alimentando-se de informações desnecessárias, passam noites em festas ou perdem tempo falando de “pessoas”, diminuindo a capacidade física e mental para realizar as tarefas necessárias do dia a dia. Estar doente pode ser identificado como um resfriado passageiro, uma dor de dente, etc. Ser ou estar doente é um estado e muitas vezes uma escolha, assim como ser saudável ou ter saúde pode ser um estado ou escolha. Por exemplo, a pessoa não deseja emagrecer porque terá tudo o que a uma boa saúde pode proporcionar ou porque sua autoestima a faz sentir-se importante para si mesma, em sua maioria deseja emagrecer por causa dos olhos e da criticada sociedade ou do padrão que esta determina.
Portanto percebemos que ao olharmos para tais definições em muitas delas nos inserimos, para o nosso bem ou não, nos dirigindo a assumir as nossas escolhas que definem quem somos e o que queremos para a nossa vida.
Quando falamos em condutas de saúde e o ser saudável, definindo o verde integral, representando equilíbrio, saúde verde, voltamos o olhar para as terapias complementares ou integrativas ou naturalistas ou ainda vamos dizer tratamentos naturais, como fitoterapia, homeopatia, argiloterapia, naturopatia, iridologia, meditação, nutrição holística, massagens terapêuticas, entre outras, é porque elas complementam com sucesso as Terapias Convencionais. Ao escolhermos nos cuidar por estas condutas naturais, ou seja, passar a conhecer o que está acontecendo em nosso corpo, encarar o que estamos vivendo e sentindo para que realmente alcancemos uma vida mais agradável nos distanciando de acontecimentos e sentimentos negativos, por exemplo: geralmente a pessoa começa a perceber que algo de “errado” está acontecendo com ela, isso por consequência de decepções, ódio, raiva, temor, desespero por não conseguir alcançar seus objetivos, brigas em casa, no trabalho, dificuldades de relacionamentos com amigos, parceiro, parceira, insatisfação com a vida, tristezas, infelicidade, dívidas, depressão, ansiedade por compras, principalmente por “comprar o que não precisa, com o dinheiro que você não tem, pra mostrar pra quem você não gosta a pessoa que você não é!”, (frase atribuída ao ator Will Smit); ansiedade por emagrecer, dores, entre outas tantas. Então nos perguntamos: qual a saída para tudo isso? Podemos responder que a saída, é voltar para o básico. Começar a cuidar-se de modo mais atencioso. Voltar a olhar-se física e emocionalmente, o que no passado de nossos avós era bem comum, pois hoje uma pessoa toma banho em 5 minutos, certamente não é porque está pensando em economizar água. É porque deseja voltar rápido para consultar suas redes sociais para buscar distração da sua realidade. Então é preciso voltar o olhar para si. Neste caso o caminho natural da vivência saúde verde, é o mais propício e com ele devemos aprender que a saúde não está em um comprimido ou em frascos.
Ser ou estar saudável é um estado e uma escolha, é uma decisão pessoal e intransferível. Observe o livro de Provérbios em 23:7 “Porque, como imaginou no seu coração, assim é ele.”.Nosso coração, somos nós.Tudo depende diretamente de nossas escolhas, pensamos primeiro e realizamos visivelmente depois e o que entendemos por “Saúde Verde” nos ensina a fazer sempre as escolhas certas.
Dra. Ceiça Motta é Farmacêutica, especialista em Bioquímica de Alimentos e Saúde Coletiva, MBA em Políticas Públicas. Atua também como terapeuta holística, naturalista, com foco no desenvolvimento humano e espiritualidade.





































