
Segundo Valdir Veloso, a gestão é recorrente em atrasar os salários dos funcionários e os direitos trabalhistas não são recolhidos.
O Vereador Valdir Veloso, (PP-Camacan), em recente discurso no plenário do Legislativo Municipal, caracterizou um “caos a administração da Fundação Hospitalar de Camacan”, na gestão de Mardson Silva, Dr.Almir Gonçalves e Toninho, ex-prefeito de Boa Nova, e alerta os desmandos ocorridos desde 2014, quando este grupo, o qual considera “perverso” assumiu a unidade de saúde. Segundo o edil, são aproximadamente cinco anos de desrespeito, desequilíbrio fiscal e financeiro, inclusive com o trabalhador. Segundo ele, neste período, a gestão nunca recolheu R$ 1 real de FGTS, INSS, imposto de renda, salários e férias atrasados. Valdir pede ao sindicato da categoria dos profissionais de saúde, que tome as providências cabíveis, porque depois que a administração passou para o PT, criaram uma Cooperativa, que ninguém sabe onde fica, nem quem é o gestor, com a finalidade de burlar a Lei, e não pagar os direitos trabalhistas dos contratados.

O parlamentar disse também que no mês de novembro durante muitos dias, a refeição da manhã era meio copo de “café preto e um pão de sal.
Valdir Veloso destacou que tudo isso acontece, apesar de a atual administração receber uma média de R$ 550 mil por mês, quando a administração anterior com Dr. Aníbal Cavalcante, Dr. Benício Boida e o Gerente Deco, os subsídios eram de apenas R$ 140 mil mensal.
Ele frisa que com estes R$ 140 mil a antiga gestão, pagava os salários rigorosamente em dia, recolhiam o FGTS, INSS, imposto de renda e as contas de água e luz. “Hoje o que acontece é uma “apropriação indébita, ” disse alegando que eles descontam do trabalhador o INSS, imposto de renda, mas não repassam aos cofres do governo, e isso na boca do povo tem o nome de “roubo”, desabafou. Em seu discurso ele ainda falou que a antiga gestão, só recebia o que fazia, já a atual, cobra do governo por serviços não executados. Ele disse que a Fundação não tem oculista, mas durante muito tempo cobrou da Sesab por cirurgias de pterígio, que não foram realizadas.
Segundo ainda o vereador há pouco mais de um ano, a unidade de saúde não vem realizando exames de hemograma, eletrocardiograma, HiV, Hepatite, dopler das pernas e tantos outros, mas está recebendo da “Sesab”, mesmo sem fazer os procedimentos e seguiu: A Fundação recebe só de fisioterapia R$ 40 mil por mês e quase não realiza nenhuma. “E pra ficar pior o ar-condicionado das enfermarias não funcionam e os aparelhos desapareceram. O parlamentar disse também que no mês de novembro durante muitos dias, a refeição da manhã era meio copo de “café preto e um pão de sal. Por falta de leite à noite, era servida uma concha de sopa, um pão de sal e menos de meio copo de café preto (foto). Banana da terra, batata doce, inhame, cuscuz, bolo, ou alguma fruta, isso nunca fez parte do cardápio”, disse reiterando o total desrespeito com o paciente internado.
Ele comentou também que anteriormente com uma receita que correspondia a 1/3 do que se recebe atualmente, não faltava nada. Em dezembro a fundação recebeu R$ 408.548 mil de ambulatório e complemento de Aih, R$ 103.051, reais e mais R$ 17.985 de Aih, um total- R$ 529.584 reais. Valdir Veloso finaliza: Deixo só uma pergunta: Pra onde está indo todo esse dinheiro?, se não pagam impostos, obrigações trabalhistas, água e energia, nem previdência social, se estão devendo aos fornecedores?

Imagens feitas por pacientes, revelam a má qualidade da alimentação fornecida.
Ele confirma: quem quiser comprovar a verdade, é só entrar no Site da Sesab e ”Transparência Bahia” “senha aberta” e vai encontrar tudo detalhado. O Centro Cultural, eles receberam intacto, preservado, mas de forma leviana, deixaram a mercê dos vândalos e, hoje já não existe mais nada, tudo foi roubado e só resta paredes quebradas e telhado, um prejuízo de mais de R$ 200 mil reais.
Temendo por sua vida, por causa das denúncias, o vereador complementou em seu discurso, que os gestores da Fundação Hospitalar, são pessoas perigosas, e se vier acontecer alguma coisa com sua pessoa, as autoridades podem investigar que vão encontrar os culpados. O portal O Tempo Jornalismo, entrou em contato com Mardson Silva gerente geral da Fundalçao Hospitalar e a administração do unidade, para falar sobre o assunto, mas ainda não obtivemos respostas.





































