
Neste mês de aniversário de Camacã, o Site O Tempo Jornalismo parabeniza a cidade pela passagem de mais um ano de administração política e administrativa e trás uma homenagem em forma de cordel.
Eu aqui quero contar esta história de uma vez, das roças que davam o fruto, e sustentavam o camponês, os ricos mais enricavam com fartura e altivez, o homem do campo se fartava com suor e honradez.
Quem tinha cacau na roça, tinha ouro com certeza, cada amêndoa deste fruto multiplicava a riqueza, mas agora já sem fruto aumentou-se a pobreza.
A vassoura desgraçada é tão bruxa e tão má, assolou toda riqueza, não deixou nada sobrar, crueldade do destino, como é que vai ficar.
Sem cacau e sem dinheiro, muita gente empobreceu, o pobre ficou mais pobre, muito rico já morreu, desilusão bateu na porta, levou tudo que era seu.
Que saudade daqueles tempos, como pôde acabar, pois a praga levou tudo, não ficou nenhum um lugar, o cacau que existe hoje não enche um caçuá.
O cacau de Camacan, era da roça que saía, cruzava os oceanos desta imensa Bahia e, levado ao estrangeiro, porque tinha freguesia.
Cacaueiro ou cacauais, pode chamá-lo como quiser, por estas bandas falava alto, quem tinha cacau no pé, assim era respeitado o homem ou mulher.
Produto de importação, este é nosso cacau, ele é o queridinho, de interesse nacional, por meio do chocolate é preferência mundial.
A colheita deste fruto, é feita com um podão, a roçagem muito rasteira, é feita com um facão, a quebra, com um bodôgo, e tirado com a mão.
Não se colhe quase nada, foi-se a era do cacau, um pouquinho pra consumo, faz-se um tody integral, a vassoura levou tudo, causando um grande mau.
Salve salve ó Camacã, terra fértil e encantada, teus filhos que não te esquecem, serás sempre a pátria amada, apesar de toda crise, serás sempre idolatrada.
Autor: Agnaldo Santos
(O Tempo Jornalismo)





































