×

Camacan: Justiça determina retorno imediatas das aulas, descumprimento pode causar multa de R$ 1 mil reais de multa

Metade dos professores do município ganham mais de R$ 5 mil reais brutos e apenas 1/5 recebe abaixo de R$ 3 mil reais mensais sendo a maior remuneração de R$ 11 mil e a menor é de R$ 2

0:00

De acordo com impacto de folha apresentado pela Prefeitura Municipal de Camacan o reajuste linear pleiteado, causará ,um “efeito cascata” devastador nas contas públicas.

O ano letivo começou atípico no Município de Camacan, com a deflagração de greve pelos professores da rede municipal de ensino, logo após o início das aulas. Com as possibilidades de negociações junto ao Sindicato dos Professores esgotadas, o Prefeito Paulo do Gás recorreu à justiça para que o direito dos alunos, tendo em vista os prejuízos do processo de ensino aprendizagem causados pelo período pandêmico fossem respeitados e nesta terça-feira (29) a justiça determinou o retorno imediato às aulas, com determinação de multa diária de um mil reais por dia, em caso de descumprimento.

De acordo com impacto de folha apresentado pela Prefeitura Municipal de Camacan o reajuste linear pleiteado, causará ,um “efeito cascata” devastador nas contas públicas, desrespeitando a previsão de limite máximo, contida no art. 20, III, aliena “b” da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101/2000), que, já se encontra acima do limite prudencial.

O Prefeito Paulo do Gás que é esposo de uma professora e está cursando uma licenciatura reforçou que “reconhece a profissão de Professor como uma das mais nobres e que de fato os profissionais são merecedores de toda valorização possível, no entanto, a responsabilidade com a gestão pública deve vim em primeiro lugar, uma vez que a concessão do aumento iria impactar todos os serviços do município”, enfatizou.

Nos autos do processo o gestor informou que “mais da metade dos professores do município ganham mais de R$ 5 mil reais brutos e apenas 1/5 recebe abaixo de R$ 3 mil reais mensais sendo a maior remuneração de R$ 11 mil e a menor é de R$ 2 mil, todos acima do Piso Nacional fixado para o ano de 2022”.

De acordo com a determinação judicial “embora seja assegurado o direito de greve aos servidores, deve-se analisá-lo em confronto com o direito fundamental à educação, a fim de afastar eventual abusividade e garantir a harmonia entre os direitos protegidos”

No dia 15 de março, membros da APLB sindicato, juntamente com os trabalhadores da educação camacanense, saíram às principais ruas e Avenidas da cidade, protestando contra o Pode Executivo. Eles reivindicavam os 33,24% de aumento salarial proposto pego governo federal.  O protesto que foi puxado com um carro de som, encabeçado pela professora Conceição, presidente regional da APLB, tem o objetivo de alcançar e sensibilizar os poderes públicos e à sociedade, quanto aos direitos constitucionais dos trabalhadores da educação.

O prefeito Paulo do Gás chegou oferece 10, 6%, mas o s professores não aceitaram optando por uma greve por tempo indeterminado, mas o protesto agora, foi derrubado pela Justiça. Em algumas sessões realizadas na Câmara de vereadores, os profissionais da educação, vem participando atentamente, e assim logrando êxito quanto ao apoio dos edis, que garantiram lutar pelos direitos dos trabalhadores.

Comentários

Os comentários são via Facebook, e é preciso estar logado para comentar. O comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Você pode ser denunciado ou até mesmo banido caso comente algo racista, incite o ódio gratuito ou poste spam.

Curta Nossa Fan Page

  • últimas notícias
  • mais lidas