×

Camacan: Ex-Presidente da Fundação Hospitalar e outros funcionários demitidos não conseguem receber direitos trabalhistas

O médico disse não entender como os membros desse grupo, conseguem descumprir todas as ordens impostas pela justiça, e nada acontece com eles, o que mostra o poder e o apadrinhamento político que eles possuem.

0:00

Aníbal Cavalcante, esteve á frente da instituição d e saúde por 11 anos.

O ex-presidente da Fundação Hospitalar de Camacan Aníbal de Holanda Cavalcante, concedeu entrevista à reportagem do Portal O Tempo Jornalismo, desmentindo boatos publicados nas redes sociais onde espalham que ele e outros colegas médicos, ex-funcionários da Fundação Hospitalar de Camacan, vem trabalhando com o intuito de fechar a instituição de saúde. “É  uma grande mentira” diz o profissional. Segundo informou, o que vem buscando ao lado dos colegas, são apenas direitos trabalhistas garantidos pela constituição, trabalhados ao longo dos anos na instituição. Veja a entrevista exclusiva concedida pelo médico á nossa reportagem.

O Tempo Jornalismo: Dr. Aníbal, depois que o Senhor renunciou á presidência da F.H.C, por problemas de saúde, o que realmente aconteceu?

Aníbal Cavalcante: Depois de 11 anos, á frente da direção da Fundação, me sinto honrado, por ter dado o melhor de mim , com dedicação exclusiva, sacrificando minha empresa médica, minha família e vida social. Neste período o ambulatório gerava em torno de R$ 20 mil por mês e as AIHs, R$ 30 mil mensais. Doze meses de férias não paga salários atrasados e sem os pagamentos das obrigações sociais,  e inúmeras outras despesas. Com o endereço de parcelamento do INSS da FHC de Canavieiras, o problema se transformou em um caos absoluto, então criei o lema: “O impossível está na cabeça dos outros” e fomos á luta, o resultado todos conhecem.

O vice-presidente por questões de foro íntimo, assumiu provisoriamente, após  a minha renúncia a partir de agosto de 2013, e aceitou propostas de organizações privadas, que conseguissem o apoio político necessário, para a volta do funcionamento integral da entidade médica. O hospital nunca fechou totalmente. Na época, o então Secretário de saúde do estado Jorge Sola, esteve em Camacan, supervisionou o hospital e declarou na Rádio Regional Sul FM, que a unidade estava pronta, nada precisava, somente o apoio do estado.

Na época passou pelas minhas mãos, o contrato do estado, com o atual grupo dirigente, o qual quadruplicou o valor que antes recebíamos, que era de R$ 80 mil, para R$ 600 mil mensais. Em quase 30 anos de várias gestões, não conseguimos aumentar o nosso faturamento, mostrando a força política que esse grupo político exerce.

O Tempo Jornalismo: De quem que o Senhor e outros ex-médicos da F.H.C receberam quantias astronômicas em dinheiro, para lutarem para o fechamento da Fundação?

Aníbal Cavalcante: Nós tínhamos quinze a dezesseis médicos atuando no hospital, Dr. Osvaldo Valverde, entre estes, sete eram celetistas com carteira assinada e o restante trabalhava como prestação de serviço médico. Médicos como nós com 35 anos de serviço, outros com 20, 25 e 30 anos, fomos dispensados de forma desonrosa e vergonhosa. Eles nos substituíram por colegas recém-formados da UESC, como plantonistas ocupando nossas vagas, alguns deles passaram por nossas mãos. Não deram nenhuma satisfação, demonstrando uma conduta antiética e desrespeitosa. Depois que a poeira abaixou é natural que alguns profissionais procurassem seu legítimo direito trabalhista e todos tiveram seus direitos trabalhistas garantidos por lei.

Entretanto, nenhum recebeu até hoje seus direitos, inclusive “Marcelo Aranha”, o melhor funcionário do Hospital de todos os tempos, que negociou seus direitos na justiça, pagaram a primeira parcela, depois sustaram. Porém este grupo dirigente, há dois anos, vem alardeando uma inverdade que precisa de correção. Nenhum funcionário médico, que trabalhou durante anos, com dignidade e amor, com certeza, nada faria para agravar o fechamento da Fundação. Esta notícia falsa veiculadas várias vezes em mídias sociais e grupos de WhatsApp, tem o objetivo transparente e maquiavélico. Se fecharem o hospital por má gestão, ou outro motivo qualquer; eles sagazmente, já elegeram um grupo como responsável, (Os antigos médicos da Fundação Hospitalar), como se a nossa população fosse formada de idiotas.

Por isso, usando a credibilidade de 40 anos, afirmo que são falsas as alegações postadas. Não sei como este grupo, consegue obstruir o tramites judiciário, para o não pagamento de direitos líquidos, ordenados pela justiça. Em nosso caso, irei atrás dos meus direitos de trabalho médico em todos os tribunais deste país. Fui eu quem abriu em agosto de 1980, as portas do Hospital Dr. Osvaldo Valverde, como primeiro plantonista e hoje nestes últimos 04 anos, vejo meus direitos e de meus colega serem cerceados. Somos proibidos de entrar no hospital pelo qual lutamos e o colocamos no mais alto patamar. Isso é inacreditável em um regime democrático de direito, como todos deviam saber: O Tempo é o senhor da razão, por isso não acreditem em notícias falsas, porque temos uma história edificada nesta cidade. E eles quem são, o que fazem ?, qual o compromisso com a nossa cidade, onde eles moram ?. Por isso não quero saber, e não quero conhecê-los.

O Tempo Jornalismo: O Senhor sabe o que ocorre com os subsídios, o que fazem com tanto dinheiro recebido do Governo e de outras entidades?

Aníbal Cavalcante: Não tenho conhecimento, nem serei leviano de repetir da boca de terceiros,  alguns até como fontes seguras, não querem se comprometer. Apenas componho pelo Portal do Estado  da Bahia: www.tranparencia.ba.gov.br. É através deste portal que todo cidadão, deve fazer o acompanhamento das receitas mensais, “Porém quem pode responder a esta pergunta, são os atuais diretores, o Conselho Curador e o Ministério Público”, finaliza Aníbal de Holanda Cavalcante.

 

Comentários

Os comentários são via Facebook, e é preciso estar logado para comentar. O comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Você pode ser denunciado ou até mesmo banido caso comente algo racista, incite o ódio gratuito ou poste spam.

Curta Nossa Fan Page

  • últimas notícias
  • mais lidas