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Camacan: Esgoto à céu aberto e a saga do Rio Panelão, veja vídeo

Espera-se que um dia, não venhamos a dizer à nossa descendência na cabeceira de sua lapide: "Aqui jaz as valetas de um Rio que banhava esta cidade, e seu nome era Rio Panelão.

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Há se seus tutores, (comunidades e governantes), deixassem de liberar em suas entranhas, o veneno que lhe faz mal. Images / O Tempo Jornalismo

As águas do Rio Panelão tem passado por grande transformação, e essa metamorfose tem se refletido negativamente  quanto ao quesito “poluição’ em larga escala. É um desproposito ignorar a decadência, e quase morte do Panelão, que há décadas, foi o orgulho, um simbolo de representatividade de vida para o povo camacanense. Este precioso tesouro que ao longo dos anos, vive na mais densa penúria, nasce no distrito de Jacareci, começa ser poluído há pouco mais de 300 metros de sua nascente e, de forma direta e indireta, alimentou gerações e ainda alimenta, mesmo vivendo a falta de consistência e extrema instabilidade. Há se muita gente soubesse, quão valoroso é para as futuras gerações, a conservação de sua nascente, de suas margens e seu leito. Há se seus tutores, (comunidades e governantes), deixassem de liberar em suas entranhas, o veneno que lhe faz mal, adoece e o transporta para o caminho de todos os mortais.

Há se ele soubesse gritar e falasse que sua dor, será refletida na vida daqueles que lhe entregam ao desprezo. Suas margens são transformadas em depósito de lixão, onde é depositada toda especie de sujeira. Como retribuição por todos os seus benefícios que já fez, recebe como recompensa o abandono e o esgoto à céu aberto.

Aquele que mora numa comunidade considerada e representa ser autossustentável, recebe nas correntezas de suas águas, tudo que é descarável, imprestável e indesejável. Este é o “Rio Panelão”. Tão abrangente, em vez de incolor e cristalino, tem atualmente múltiplas cores: Muitas vezes cinzento, amarelado, achocolatado, esverdeado, turvo, e moribundo, nós o fizemos assim.

Ele ainda continua na história, mas se não o levarmos a sério, ele pode desaparecer. Espera-se que um dia, não venhamos dizer à nossa descendência na cabeceira de sua lapide: “Aqui jaz as valetas de um Rio que banhava esta cidade, e seu nome era Rio Panelão. Os filhos de nossa descendência perguntarão: Onde está ele?, então responderemos, nós o matamos. Eles perguntarão: Como foi que vocês o mataram?, então nós lhes diremos: O matamos descartando sobre ele tudo aquilo que era ruim para nós e, ele sucumbiu sufocado, sem poder respirar o ar de seu próprio oxigênio. Por Agnaldo Santos / O Tempo Jornalismo

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