
A decisão saiu agora há pouco por volta das 20:00hs, no Fórum desembargador Antonio Carlos Souto. Imagens / O Tempo jornalismo
O júri foi presidido pelo juiz criminalista Felipe Renomado. Durante a audiência, o advogado de defesa Fabiano Pimentel, tentou desqualificar a tese da acusação proferida pelo Promotor de Justiça, Ariomar Figueiredo Silva, do Tribunal do Júri de Salvador, mais os jurados decidiram por condenar o réu. A morte de Kátia Cristina, segundo as investigações, foi por causa da infidelidade conjugal, teria descoberto a traição e pretendia se separar do marido. Segundo a investigação, a morte foi encomendada, para o acusado não fazer a partilha dos bens.

Kátia Cristina foi assassinada a tiros por motivos torpes sem direito de defesa.
A defesa argumentou que as provas da acusação, são frágeis e afirmou que o empresário não mandou matar a esposa e pediu que os jurados, não condenassem o empresário. “Se os senhores acham que este homem é um marginal, quando forem dormir, coloquem suas cabeças no travesseiros e durmam com Deus, mas se tiverem dúvidas, não acusem um inocente”disse. O advogado tentou ainda, convencer os jurados, que o promotor, apresentou fotos de Kátia na igreja e tocou música, na tentativa de emocioná-los. A defesa terminou seu discurso, bateu no ombro de seu cliente e falou: “Edvan, sua consciência está limpa, meu irmão”.

A Promotoria sustentou que a morte de Kátia Cristina, foi um crime de mando, e argumentou que homicídio como este, só ocorre entre traficantes perigosos e com quem tem afinidade com as vítimas. Disse também que nem um cachorro se mata desta forma. “Quando um cachorro passa na rua, disse o promotor: O motorista pára o veículo, para não atropelá-lo”. Edvan, estava procurando um pistoleiro e encomendou Ovídeo Sampaio para matar Kátia.
Um vídeo apresentado pela acusação mostrou a participação de Ovídeo neste episódio, e foi ele quem contratou o pistoleiro Reginaldo Amaral, (Regi), para a execução do homicídio. O valor para a contratação da morte da mulher, custou R$ 14 mil reais. Segundo ainda as investigações, Reginaldo Amaral, atirou contra a vítima á queima roupa com dois tiros na cabeça, sendo condenado a 28 anos de prisão no julgamento em 2014. Ovídio Santos Sampaio acabou condenado a 30 anos por ser o contato de Edvan para a contratação do pistoleiro.
Ovídeo disse que recebeu o pagamento oito dias depois do homicídio e foi entregue pelo próprio empresário, que foi ao seu encontro, no entrocamento de Santa Luzia. Ovídeo foi preso em São João do Panelinha por porte ilegal de arma de fogo, dias depois do crime. Ele disse que não sabia que a mulher era esposa do empresário, porque o próprio Edvan, teria dito, que a pessoa que seria morta, era um mulher perigosa, já tinha matado duas pessoas e a encomenda de sua morte, foi por causa de um problema com um terreno.
A acusação disse que o réu acredita muito nas finanças que possui, e está assentado no auge do dinheiro e não está nem aí, para o sofrimento da mãe e filhos da vítima. A morte de Kátia Cristina, segundo as investigações, foi por causa da infidelidade conjugal do marido, e ela teria descoberto a traição.

A platéia lotou o plenário do Júri durante todo decorrer do julgamento
“Edvan tem certeza da impunidade e pensa que o dinheiro pode comprar tudo e todos, mas esta acusação confia no Conselho de sentença de Camacan”disse o promotor. O processo em torno da morte de Kátia Cristina, tem mais de mil páginas. O Promotor de Justiça argumentou ainda que o réu, só tem medo da justiça e não pode comprar a consciência dos jurados. “Kátia foi abatida de forma cruel e o réu está muito seguro de sua impunidade”, finalizou, dizendo que o empresário, usou de todos os recursos para adiar mais uma vez o Tribunal do Júri. Edvan Ribeiro Santana, foi acusado por crime triplamente qualificado, por motivos torpes e não ofereceu direito de defesa á vítima, que foi morta por disparos de arma de fogo na presença dos filhos. Ele cumprirá a pena no Conjunto penal de Itabuna.





































