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Campeões de votos na Bahia são pai e filho; veja perfis

Se o topo nas urnas virou serventia na casa dos Isidórios, o sucesso em família é compartilhado em outros clãs políticos do estado.

Para o professor de Ciências Políticas da FTC, Jurandir Sá Barreto, a eleição dos filhos representa a busca da população pelo novo.

De pai pra filho: essa é a explicação mais rápida e menos complicada para a acachapante vitória de João Isidório (Avante), estreante em eleições, na disputa para a Assembleia Legislativa da Bahia, no último domingo (7). Foram impressionantes 110.540 votos, quase 10 mil a mais que o segundo colocado. Primeiro lugar para ele e também para seu pai, Pastor Sargento Isidório (Avante), eleito para a Câmara dos Deputados com 323.264 votos – uma folga de 43% em relação ao segundo colocado.

Se o topo nas urnas virou serventia na casa dos Isidórios, o sucesso em família é compartilhado em outros clãs políticos do estado. Este ano, pelo menos 23 integrantes de famílias tradicionais das urnas concorreram a algum cargo na Bahia. Desse total, só sete não foram eleitos.

Seguindo o exemplo “dos Isidórios”, Diego Coronel (PSD) foi eleito deputado estadual ao lado de seu pai, Angelo Coronel (PSD), que assumirá uma cadeira no Senado Federal em janeiro de 2019. Diego foi o terceiro mais bem colocado com 100.274 votos e Coronel foi o segundo senador mais bem votado, atrás apenas de Jaques Wagner (PT).

Atrás de “Isidório pai”, Otto Alencar Filho foi o segundo candidato a deputado federal mais bem votado no estado com 185.428 votos no estado. Ele é filho do senador Otto Alencar, que foi eleito ao Senado nas eleições de 2014 e cumprirá esse mandato até 2022. Além do filho, o irmão do senador Otto, Eduardo Alencar, ex-prefeito de Simões Filho, foi eleito deputado estadual.

Saindo da polarização de pai e filho, Marcelo Nilo (PSB) que foi eleito deputado federal, também elegeu seu genro Marcelinho Veiga (PSB) para deputado estadual.

Para o professor de Ciências Políticas da FTC, Jurandir Sá Barreto, a eleição dos filhos representa a busca da população pelo novo.

 O professor explicou que muitos políticos tradicionais ficaram de fora dessa eleição – como Lúcio Vieira Lima (MDB), Antonio Imbassahy (PSDB), Jutahy Magalhães (PSDB) e José Carlos Aleluia (DEM). “Isso representa o desprezo que o povo está tendo dos velhos políticos, pela política tradicional. Isso faz com que eles apostem no novo. Há um desprezo do povo pela representatividade política antiga, que vem se repetindo há décadas. A eleição do novo é a resposta do povo aos políticos promocionais”, opinou.

O professor defende, no entanto, que o eleitorado “deveria pensar mais”. “É preciso ler e entender as propostas. Não pode ser o novo pelo novo. Até que ponto eleger filho de velhos políticos é renovação”, questionou.

Isidórios
Tanto Pastor Sargento Isidório como seu filho atribuem a vitória ao trabalho realizado pela família na Fundação Doutor Jesus, em Candeias, organização sem fins lucrativos que é voltada para o “tratamento e acolhimento” de dependentes químicos. “Nós não esperávamos uma votação tão expressiva assim, mas com certeza foi Deus. O povo reconheceu o meu trabalho, que é a minha obrigação por gratidão a Deus que me tirou das drogas, do álcool e da marginalidade”, afirmou Isidório pai. (Correio)

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