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Cenário de fuga e morte de miliciano traz questões sobre apoios e ação policial, diz jornal

Apesar de a rota de fuga indicar que Adriano recebeu ajuda, os donos dos imóveis, o pecuarista Leandro Abreu Guimarães e o vereador do PSL Gilsinho de Dedé, negam vínculo com ele.

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O secretário de Segurança Pública da Bahia, Maurício Barbosa, informou que um inquérito da Corregedoria da Polícia Militar vai apurar as circunstâncias da morte do miliciano.

O esconderijo do ex-capitão do Bope do Rio Adriano Magalhães da Nóbrega, na cidade de Esplanada (BA), expõe uma série de dúvidas sobre a rede que teria ajudado o miliciano e sobre a própria versão oficial da morte dele, de acordo com reportagem da Folha. Ele estava inicialmente abrigado em uma fazenda que abriga um parque de vaquejada e depois fugiu em um carro, por 8 km, até um sítio.

Apesar de a rota de fuga indicar que Adriano recebeu ajuda, os donos dos imóveis, o pecuarista Leandro Abreu Guimarães e o vereador do PSL Gilsinho de Dedé, negam vínculo com ele. O secretário de Segurança Pública da Bahia, Maurício Barbosa, informou que um inquérito da Corregedoria da Polícia Militar vai apurar as circunstâncias da morte do miliciano. Nesta segunda-feira (10) moradores da região relataram à reportagem que a ação foi rápida, com barulho de tiros por pouco tempo. Foi encontrado pela Folha apenas uma marca de bala dentro da casa, em uma janela de madeira.
Leandro Abreu Guimarães, dono da fazenda onde o miliciano estava, também foi preso durante a operação sob acusação de porte ilegal de armas. Em depoimento, ele confirmou que Adriano usou sua propriedade como seu penúltimo esconderijo. Leandro conta que o ex-capitão chegou à região de Esplanada no final do ano de 2019, dizendo buscava fazendas para comprar. Leandro e Adriano já eram conhecidos do circuito de vaquejadas, segundo a versão do pecuarista. O pecuarista disse à polícia que conhecia Adriano como um criador de cavalos e alegou que não sabia que ele era um foragido da Justiça e envolvido com crimes.
Segundo Leandro, Adriano aparentava nervosismo na véspera de sua morte e, sob ameaças, o ordenou que fosse levado ao sítio do vereador Gilsinho de Dedé, um dos que havia sido alvo do suposto interesse de compra do ex-policial, na noite de sábado (08). Segundo a reportagem, o cenário da casa no sítio indica certo nível de organização de Adriano ao se dirigir ao local. Na mesa da cozinha da casa, havia uma garrafa térmica com café e pães “relativamente frescos”. Em um dos quartos havia um colchão e o outro servia como um depósito de sal para animais. Vizinhos do imóvel dizem que não viram nenhuma movimentação estranha no local na noite de sábado e confirmam que a casa do sítio era pouco visitada pelo vereador.

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