Brasil é o país mais perigoso do mundo para ativistas

No país, lembra a Anistia Internacional, "os defensores do meio ambiente que lutam contra o desmatamento e defendem os interesses de comunidades

Nessa conta também entram indígenas e pequenos agricultores “expropriados de suas terras por interesses poderosos, ligados à exploração das riquezas naturais”.

O Brasil é o país do mundo que teve mais ativistas, pequenos agricultores e sem-terra assassinados em 2016: 66 no total. O dado coloca o país no topo de um ranking indesejado: o de país mais perigoso do mundo para ativistas, seguido pela Colômbia, Filipinas, Índia e Honduras. A análise faz parte do relatório “Ataques letais, mas evitáveis: assassinatos e desaparecimentos forçados daqueles que defendem os direitos humanos”, divulgado nesta terça-feira (5/12), pela Anistia Internacional.

No país, lembra a Anistia Internacional, “os defensores do meio ambiente que lutam contra o desmatamento e defendem os interesses de comunidades enfrentam um lobby poderoso de empresas que exploram recursos naturais, se apropriam de terras e se opõem à reforma agrária”. Segundo o documento, 49% das vítimas são defensores dos direitos humanos envolvidos em questões de terra, território e meio ambiente. Nessa conta também entram indígenas e pequenos agricultores “expropriados de suas terras por interesses poderosos, ligados à exploração das riquezas naturais”.

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